A ANGUSTIA EM FREUD E HEIDEGGER: APROXIMAÇÕES ENTRE PSICANÁLISE E DASEINSANÁLISE

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
A ANGUSTIA EM FREUD E HEIDEGGER: APROXIMAÇÕES ENTRE PSICANÁLISE E DASEINSANÁLISE
Autores
  • Paulo Victor Rodrigues Da Costa
Modalidade
Apresentação presencial
Área temática
I - PRÁTICAS PSICOLÓGICAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1528701-a-angustia-em-freud-e-heidegger--aproximacoes-entre-psicanalise-e-daseinsanalise
ISSN
Palavras-Chave
Angústia; Psicanálise; Daseinsanálise; Ontologia; Clínica
Resumo
Resumo: O presente trabalho propõe uma investigação acerca da angústia nas elaborações de Sigmund Freud e Martin Heidegger, visando circunscrever possíveis zonas de interlocução entre a metapsicologia freudiana e a analítica existencial heideggeriana, particularmente no horizonte da daseinsanálise. Parte-se do princípio de que, a despeito das diferenças epistemológicas e metodológicas que separam tais campos (a saber, a investigação do aparelho psíquico e a ontologia fundamental do ser-aí), a angústia emerge, em ambas as perspectivas, como operador privilegiado de desvelamento da condição humana. Em Freud, sobretudo a partir da segunda tópica, esta é elevada à condição de afeto-sinal, intrinsecamente articulado à economia psíquica e à função do eu enquanto instância mediadora frente às exigências pulsionais e às ameaças de desintegração. Em Heidegger, por sua vez, a angústia constitui-se como tonalidade afetiva fundamental que suspende a cotidianidade inautêntica e expõe o Dasein à experiência do nada, revelando sua finitude e sua estrutura de possibilidade. O desenvolvimento do trabalho consiste na explicitação rigorosa dessas formulações, bem como na problematização de seus pontos de convergência, sobretudo no que concerne à recusa de uma leitura meramente deficitária ou patológica da angústia, compreendendo-a, ao contrário, como experiência originária de abertura. Ademais, discute-se em que medida a daseinsanálise, ao se apropriar criticamente da herança heideggeriana, tensiona os modelos clínicos normativos, deslocando o eixo da intervenção de uma lógica de supressão sintomática para uma escuta da existência em sua singularidade irredutível. Metodologicamente, o estudo fundamenta-se em revisão bibliográfica de textos centrais dos autores e de comentadores das tradições psicanalítica e fenomenológico-existencial. Serão trabalhados de forma detida Ser e tempo, de Heidegger, e Inibição, sintoma e angústia, de Freud. Nas considerações finais, sustenta-se que a articulação entre Freud e Heidegger, longe de implicar qualquer tentativa de síntese conciliatória, abre um campo fecundo de problematização clínica e teórica, no qual a angústia se afirma não como fenômeno a ser eliminado, mas como via privilegiada de acesso às condições de possibilidade do existir.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, Paulo Victor Rodrigues Da. A ANGUSTIA EM FREUD E HEIDEGGER: APROXIMAÇÕES ENTRE PSICANÁLISE E DASEINSANÁLISE.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1528701-A-ANGUSTIA-EM-FREUD-E-HEIDEGGER--APROXIMACOES-ENTRE-PSICANALISE-E-DASEINSANALISE. Acesso em: 28/09/2026

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