O LUTO MATERNO NA OBRA HAMNET: UMA ANÁLISE FENOMENOLÓGICA

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
O LUTO MATERNO NA OBRA HAMNET: UMA ANÁLISE FENOMENOLÓGICA
Autores
  • Isabela Fernandes de Figueiredo Medeiros
  • gabriel ferreira rebouças
  • Camila Pereira de Souza
Modalidade
Apresentação online
Área temática
I - PRÁTICAS PSICOLÓGICAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1528651-o-luto-materno-na-obra-hamnet--uma-analise-fenomenologica
ISSN
Palavras-Chave
luto; fenomenologia; arte; saúde mental; maternidade
Resumo
O luto, entendido como uma forma de reação frente a perdas significativas, é um fenômeno que atravessa a existência humana. Quando se trata do luto por morte, a partir da perda de entes queridos, a dor, a angústia e o sofrimento podem ser vividos de forma ainda mais profunda ao mesmo tempo em que põem o sujeito em contato com a sua própria finitude. Isto implica uma transformação significativa na forma como o sujeito se relaciona intersubjetivamente. O fenômeno do luto não se reduz a um estado emocional, pois evoca uma reconfiguração da existência, na medida em que a ausência daquele que morreu altera o campo de sentido de quem vivencia a perda. No contexto do luto materno, a experiência de perder um filho apresenta especificidades, pois confronta a ordem esperada da vida, instaurando a vivência de um futuro interrompido. Tal fenômeno é abordado na obra Hamnet, que, embora inspirada na história de William Shakespeare, dá protagonismo à vivência do luto materno de sua esposa, Agnes. Este trabalho, uma pesquisa teórica de base qualitativa, tem como objetivo compreender o fenômeno do luto materno a partir de uma análise fenomenológica da referida obra. Tendo em perspectiva a relação entre mãe e filho como um encontro genuíno, no qual o filho não é um objeto, mas um outro com quem a mãe se co-constitui, é possível perceber que a perda não se reduz a uma só ausência. Agnes, então, perde não apenas Hamnet, mas um modo de existir - e carrega ainda a culpa (culturalmente inscrita na função materna) de não tê-lo salvo. A vivência do luto não encerra o vínculo entre Agnes e Hamnet, pois resta uma ausência sempre presente que reconfigura a relação, mantendo o filho como presença que ainda habita e orienta o mundo da mãe. Isso se evidencia quando Agnes, ao assistir à peça Hamlet, produzida por Shakespeare em homenagem ao filho, revisita a presença deste e, gradualmente, experimenta uma reconexão e uma aceitação da perda. Sob essa perspectiva, o presente estudo revela que o luto materno não é um processo a ser superado, mas uma nova condição existencial que reconfigura o ser-no-mundo da mãe. Ao compreender esse fenômeno a partir de uma lente fenomenológico-existencial, adotando a literatura e o cinema como fontes de análise, abrem-se caminhos para um olhar mais atento à experiência feminina do luto, reconhecendo seu caráter irresoluto e singular.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MEDEIROS, Isabela Fernandes de Figueiredo; REBOUÇAS, gabriel ferreira; SOUZA, Camila Pereira de. O LUTO MATERNO NA OBRA HAMNET: UMA ANÁLISE FENOMENOLÓGICA.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1528651-O-LUTO-MATERNO-NA-OBRA-HAMNET--UMA-ANALISE-FENOMENOLOGICA. Acesso em: 28/09/2026

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