OS SENTIDOS MELANCÓLICOS DA DEPRESSÃO

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
OS SENTIDOS MELANCÓLICOS DA DEPRESSÃO
Autores
  • HUGO COSTA DA SILVA JUNIOR
  • Caroline Garpelli Barbosa
Modalidade
Apresentação online
Área temática
III - PSICOLOGIA E QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1528371-os-sentidos-melancolicos-da-depressao
ISSN
Palavras-Chave
Palavras-chave: Depressão; Fenomenologia-hermenêutica; Automatismo; Melancolia; Sentidos da depressão.
Resumo
O presente trabalho é um recorte de uma dissertação de mestrado em elaboração, que investiga a experiência depressiva sob a perspectiva da fenomenologia-hermenêutica. O problema central que orienta a pesquisa é: o que torna possível a experiência depressiva? Sem se amparar apenas em termos bioquímicos ou diagnósticos, mas também em termos de sentidos em que a constitui existencialmente como possibilidade. Desta maneira, utiliza-se a analítica existencial para pensar os fenômenos que se apresentam no horizonte de sentido do depressivo, com a intenção de realizá-los etapa por etapa e, com isso, abordar o fenômeno depressivo como expressão de uma confrontação com a condição ontológica mais fundamental de ser-no-mundo que é nosso, à qual nos lançamos em busca de normatização. Por isso, partindo das premissas heideggerianas, desenvolvidas em Ser e Tempo, e articulando-as com os pensamentos de Alice Holzhey-Kunz. Sendo a segunda capaz de apresentar a perspectiva da melancolia da depressão e os artifícios empregados para buscar equilíbrio por meio da ilusão. No desenvolvimento, apresenta-se o depressivo como aquele que não consegue se aderir ao mundo, mas ao mesmo tempo não pode ter uma ruptura com ele, pois todos os sentidos estão no mundo e nele temos o nosso horizonte de sentido. Desta maneira, o que sobra? Avança-se para as perspectivas de Matthew Ratcliffe, considerando que a experiência depressiva implica a perda dos sentimentos existenciais e, com isso, a perda da possibilidade de ter esperança. Mas será que a depressão é algo que as pessoas fazem de errado? Elas são fracas? Problematiza-se, ainda, essa compreensão, concebida exclusivamente sob a perspectiva ontológica, apontando para os limites já presentes nas perspectivas heideggerianas, que, de maneira mais contemporânea, são articulados por Thomas Fuchs quanto ao papel da corporeidade e do fluxo de consciência que oferecem a ele muito mais lastros de experiências do passado do que possibilidade de novas impressões que possam surgir para o futuro. Assim, a título de considerações finais, tem-se como tarefa pensar, pelas lentes da analítica existencial de Heidegger, em diálogo com interlocutores que partilham um cerne epistemológico comum à fenomenologia-hermenêutica, como fonte de conhecimento para lidar de maneira satisfatória com a pergunta: quais são os sentidos da depressão?
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

JUNIOR, HUGO COSTA DA SILVA; BARBOSA, Caroline Garpelli. OS SENTIDOS MELANCÓLICOS DA DEPRESSÃO.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1528371-OS-SENTIDOS-MELANCOLICOS-DA-DEPRESSAO. Acesso em: 28/09/2026

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