JAZZ E FENOMENOLOGIA: ARTE, TÉCNICA E IMPROVISO NA CLÍNICA PSICOLÓGICA.

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
JAZZ E FENOMENOLOGIA: ARTE, TÉCNICA E IMPROVISO NA CLÍNICA PSICOLÓGICA.
Autores
  • Marília ALanna Bezerra Lino
Modalidade
Apresentação presencial
Área temática
I - PRÁTICAS PSICOLÓGICAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1527450-jazz-e-fenomenologia--arte-tecnica-e-improviso-na-clinica-psicologica
ISSN
Palavras-Chave
Clínica Fenomenológico-Hermenêutica; Improvisação no Jazz; Tonalidade Afetiva; desvelamento; clínica e arte.
Resumo
Este trabalho consiste em um ensaio teórico-reflexivo fundamentado na Fenomenologia-Hermenêutica de Martin Heidegger, cujo objetivo é analisar como a facticidade artística da psicoterapeuta atua como elemento potencializador da práxis nessa perspectiva. Metodologicamente, a investigação ancora-se no Círculo Hermenêutico, tomando a tripla identidade da pesquisadora — psicóloga, cantora e compositora — como a estrutura prévia (Vorstruktur) necessária para o desvelamento do fenômeno. Defende-se que esse atravessamento da veia artística nos encontros clínicos constitui Fenomenologia pura, pois expressa o modo de ser mais próprio da terapeuta, desprendido de enquadramentos técnicos rígidos e aberto à beleza e riqueza do poder-ser. Delimita-se a sequência do manejo clínico decorrente dessa escuta livre, artesanal e autêntica: ao ouvir o paciente, a tonalidade afetiva (Stimmung) do encontro convoca os tons musicais para que um fenômeno se revele, trazendo à tona, espontaneamente, à memória da terapeuta, letras e melodias de músicas já existentes; então, realiza-se a transmissão desse conteúdo ao paciente por meio de uma fala reflexiva tecida a partir dessa composição. Nesse processo, a música atua como linguagem originária que potencializa o desvelamento do fenômeno clínico, suspendendo as familiaridades fáticas e provocando a abertura de novas possibilidades. O Jazz é mobilizado como a própria representação da liberdade, já que é um gênero caracterizado pela improvisação e máxima criatividade, uma música composta no momento em que é executada. A dinâmica do improviso na clínica, então, consubstancia-se no momento em que o paciente recebe a fala reflexiva, afetando-se e elaborando-a ativamente dentro de seu próprio horizonte de sentido. Ao recriar suas possibilidades nesse jazz existencial, viabilizam-se novas composições de vida, enfatizando a liberdade e o caráter profundamente artesanal do trabalho psicoterapêutico. Conclui-se que a intersecção entre arte e clínica fenomenológico-hermenêutica consolida um espaço de desvelamento (aletheia) e corresponsabilidade (Mitsein), no qual a improvisação conjunta liberta o ser para a apropriação autêntica de sua existência.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LINO, Marília ALanna Bezerra. JAZZ E FENOMENOLOGIA: ARTE, TÉCNICA E IMPROVISO NA CLÍNICA PSICOLÓGICA... In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1527450-JAZZ-E-FENOMENOLOGIA--ARTE-TECNICA-E-IMPROVISO-NA-CLINICA-PSICOLOGICA. Acesso em: 28/09/2026

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