A EXPERIÊNCIA VIVIDA DA FINITUDE E SEUS DESDOBRAMENTOS PSICOPATOLÓGICOS: CONTRIBUIÇÕES DE FRANKL E YALOM

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
A EXPERIÊNCIA VIVIDA DA FINITUDE E SEUS DESDOBRAMENTOS PSICOPATOLÓGICOS: CONTRIBUIÇÕES DE FRANKL E YALOM
Autores
  • Nilo Dias Caldeira
  • Samuel Brito Rezende
  • Lúcio Aparecido Moreira
Modalidade
Apresentação online
Área temática
III - PSICOLOGIA E QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1527014-a-experiencia-vivida-da-finitude-e-seus-desdobramentos-psicopatologicos--contribuicoes-de-frankl-e-yalom
ISSN
Palavras-Chave
Finitude, Consciência da morte, Logoterapia, Sofrimento psicológico, Sentido da vida.
Resumo
Este estudo teórico busca a análise fenomenológica, a partir das obras de Viktor Frankl e Irvin D. Yalom, de como a consciência da morte pode levar à produção do sofrimento psíquico, mas também pode abrir, paradoxalmente, caminhos para o sentido da vida e a transformação de seus aspectos. A opção por articular os dois autores não é casual: ambos partem de uma perspectiva fenomenológico-existencial e fazem da finitude não um tema periférico, mas o núcleo a partir do qual se organiza a compreensão do adoecimento e da cura. Viktor Frankl parte de uma experiência-limite — seu período preso em campos de concentração nazistas — para consolidar os fundamentos da logoterapia. O que ele observa, tanto em si mesmo quanto nos demais prisioneiros, é que o colapso psíquico mais devastador não decorria apenas das condições de extermínio, mas da perda de sentido diante da morte iminente. A forma diferente como as pessoas nos campos compreendiam a finitude permitiu separá-las em dois grupos: as que continuaram encontrando sentido na existência e as que não o encontraram, mesmo vivendo sob as mesmas circunstâncias. A morte, integrante da tríade trágica descrita por Frankl, não é tragédia sem saída: a transitoriedade confere peso, urgência e responsabilidade às escolhas humanas, tornando possível o otimismo trágico. Já Yalom, parte de outro ângulo, mas chega a um território próximo. Seu argumento central é que o terror da morte permeia silenciosamente uma vasta gama de sintomas — fobias, depressões, inibições relacionais —, muitas vezes sem que o clínico ou o paciente reconheçam essa origem. A angústia, quando não elaborada, se desloca e se camufla; quando confrontada, pode levar ao que o autor chama de experiência reveladora: um despertar que reorganiza prioridades e restitui ao sujeito o contato com o que de fato importa. Entretanto, ele compara esse enfrentamento ao ato de olhar para o sol, ao dizer que ambos são evitados por causarem um enorme desconforto a quem tenta fazê-lo. As considerações dos dois autores chegam a um ponto comum: a finitude, quando não evitada, mas sim trazida ao espaço terapêutico, deixa de operar como fonte de patologias para se tornar via de acesso ao que ambos identificam como fundamentos da saúde psíquica — responsabilidade, conexão e sentido.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CALDEIRA, Nilo Dias; REZENDE, Samuel Brito; MOREIRA, Lúcio Aparecido. A EXPERIÊNCIA VIVIDA DA FINITUDE E SEUS DESDOBRAMENTOS PSICOPATOLÓGICOS: CONTRIBUIÇÕES DE FRANKL E YALOM.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1527014-A-EXPERIENCIA-VIVIDA-DA-FINITUDE-E-SEUS-DESDOBRAMENTOS-PSICOPATOLOGICOS--CONTRIBUICOES-DE-FRANKL-E-YALOM. Acesso em: 28/09/2026

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