OFICINA DE MÚSICA COM CORPOS INSURGENTES: FENOMENOLOGIA DA VIDA E DECOLONIZAÇÃO

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
OFICINA DE MÚSICA COM CORPOS INSURGENTES: FENOMENOLOGIA DA VIDA E DECOLONIZAÇÃO
Autores
  • Stephan Malta Oliveira
  • Amanda da Silva Carvalho de Sousa
  • Ana Luiza Borges de Amorim
  • Agnes Castilholi Paiva
  • Lucas Soares Marques
  • Luísa Marques Bertoldo
Modalidade
Apresentação online
Área temática
III - PSICOLOGIA E QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1526945-oficina-de-musica-com-corpos-insurgentes--fenomenologia-da-vida-e-decolonizacao
ISSN
Palavras-Chave
Oficina de Música; fenomenologia da vida; corpos insurgentes; decolonização; querer-viver
Resumo
O objetivo do presente trabalho consiste em apresentar um projeto de extensão universitária à luz da fenomenologia da vida e dos estudos decoloniais. O Projeto, realizado na Universidade Federal Fluminense, compreende duas oficinas de música, uma voltada para crianças e outra para adolescentes com autismo ou outras neurodivergências e para suas responsáveis. O coordenador toca o violão e os/as demais participantes utilizam outros instrumentos de forma livre e improvisada. A fundamentação da ação se dá na musicoterapia de improvisação e na fenomenologia da vida, em interlocução com os estudos decoloniais. Com base na fenomenologia da vida, busca-se construir relações intersubjetivas com cada criança e adolescente, que se dão sobretudo por meio da afetividade, do pathos-com. É justamente nas relações que as diversas tonalidades afetivas são tecidas, sendo possível o que Michel Henry nomeia modalização afetiva - transformação de angústias em fruição. Nas oficinas, busca-se possibilitar a livre expressão do pathos, da subjetividade, a manifestação do poder-ser da vida, do canto, da voz, dos movimentos, potencializando o querer-viver de cada participante. Com relação aos estudos decoloniais, considera-se que tanto a capacidade quanto a deficiência são construções conceituais herdeiras do projeto moderno-colonial, que subalterniza os corpos divergentes, hierarquizando seres humanos segundo a corponormatividade vigente. Compreende-se ainda que os diagnósticos psiquiátricos são herdeiros da produção moderna do binômio normal/anormal. A metodologia de avaliação é feita por meio de registros em diário de campo, buscando-se documentar a dinâmica das atividades bem como a participação de cada criança/adolescente. Como resultado tem-se verificado, em um acompanhamento longitudinal, o maior engajamento dos/as pacientes entre eles/as e com os/as técnicos participantes, maior expressividade emocional e musical, além de momentos em que é possível perceber a ocorrência de modalizações afetivas, quando por exemplo, uma criança deixa de manifestar incômodo com o som e volta a participar da atividade com contentamento, após redução da intensidade e do timing da música. Conclui-se que a Oficina de Música tem funcionado como um espaço de acolhimento para crianças/adolescentes neurodivergentes e seus familiares, onde se busca reconhecê-los/as como pessoa única, para além de qualquer diagnóstico, como corpos que se insurgem contra os sistemas opressores/capacitistas de dominação.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Stephan Malta et al.. OFICINA DE MÚSICA COM CORPOS INSURGENTES: FENOMENOLOGIA DA VIDA E DECOLONIZAÇÃO.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1526945-OFICINA-DE-MUSICA-COM-CORPOS-INSURGENTES--FENOMENOLOGIA-DA-VIDA-E-DECOLONIZACAO. Acesso em: 28/09/2026

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