ASSOCIAÇÃO ENTRE ASMA E RISCO DE TROMBOEMBOLISMO PULMONAR: REVISÃO SISTEMÁTICA

Publicado em 25/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2513-3

Título do Trabalho
ASSOCIAÇÃO ENTRE ASMA E RISCO DE TROMBOEMBOLISMO PULMONAR: REVISÃO SISTEMÁTICA
Autores
  • Karollayne Rodrigues Diniz
  • Luciana Agostinho
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências da Saúde
Data de Publicação
25/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-ciencias-cic/1555776-associacao-entre-asma-e-risco-de-tromboembolismo-pulmonar--revisao-sistematica
ISBN
978-65-272-2513-3
Palavras-Chave
Asma; Tromboembolismo venoso; PAI-1; Incidência
Resumo
Introdução: A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas com repercussões sistêmicas, e evidências recentes sugerem sua associação com aumento do risco de tromboembolismo pulmonar (TEP), condição de elevada morbimortalidade. Objetivos: Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre asma e o risco de desenvolvimento de TEP, por meio da análise da prevalência, comparação da incidência entre indivíduos asmáticos e não asmáticos e avaliação dos possíveis mecanismos fisiopatológicos envolvidos. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática realizada nas bases PubMed e BVS, na qual foram inicialmente identificados 216 estudos, dos quais quatro atenderam aos critérios de elegibilidade após triagem. Resultados: Os resultados demonstraram associação consistente entre asma e maior risco de TEP. Em estudo de coorte populacional, pacientes asmáticos apresentaram risco mais de três vezes maior de TEP (HR 3,24; IC 95%: 1,74–6,01), mantendo significância após ajuste para fatores de confusão. Além disso, observou-se aumento progressivo do risco conforme o número de exacerbações, alcançando HR 9,04 (IC 95%: 4,31–18,9) em pacientes com =4 exacerbações. Em análise de gravidade, pacientes com asma grave apresentaram risco significativamente elevado (HR 3,33; IC 95%: 1,16–9,93), associado também ao uso de corticosteroide sistêmico (HR 2,82; IC 95%: 1,09–7,30). Em outro estudo, a razão de chances para TEP em asmáticos foi de 1,43 (IC 95%: 1,37–1,50), com maior impacto em indivíduos mais jovens e nos períodos próximos ao diagnóstico da asma. Adicionalmente, em pacientes com exacerbação de asma submetidos à angiotomografia, 19,1% apresentaram TEP, evidenciando alta frequência do evento nesse contexto clínico. De forma geral, a asma grave esteve associada a risco aproximadamente nove vezes maior de TEP (RR 8,93; IC 95%: 4,62–15,63). Conclusão: Do ponto de vista fisiopatológico, essa associação pode ser explicada pela inflamação sistêmica crônica, disfunção endotelial e estado de hipercoagulabilidade, com destaque para o papel do PAI-1 na inibição da fibrinólise e na manutenção do trombo. Como hipótese, propõe-se que a inflamação persistente na asma, associada à ativação da coagulação e redução da fibrinólise, contribui diretamente para a maior propensão ao desenvolvimento de eventos tromboembólicos, especialmente o TEP.M
Título do Evento
Congresso Internacional de Ciências (CIC) – 2026
Título dos Anais do Evento
Congresso Internacional de Ciências (CIC)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DINIZ, Karollayne Rodrigues; AGOSTINHO, Luciana. ASSOCIAÇÃO ENTRE ASMA E RISCO DE TROMBOEMBOLISMO PULMONAR: REVISÃO SISTEMÁTICA.. In: Congresso Internacional de Ciências (CIC). Anais...Itaperuna(RJ) Afya Itaperuna - RJ, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-ciencias-cic/1555776-ASSOCIACAO-ENTRE-ASMA-E-RISCO-DE-TROMBOEMBOLISMO-PULMONAR--REVISAO-SISTEMATICA. Acesso em: 26/06/2026

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