O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA AUTOMEDICAÇÃO COM PSICOFÁRMACOS: IMPLICAÇÕES PARA A QUALIDADE DA SAÚDE FÍSICA E MENTAL

Publicado em 25/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2513-3

Título do Trabalho
O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA AUTOMEDICAÇÃO COM PSICOFÁRMACOS: IMPLICAÇÕES PARA A QUALIDADE DA SAÚDE FÍSICA E MENTAL
Autores
  • Vitoria Do Carmo Frejoli
  • Suellen Assad
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências da Saúde
Data de Publicação
25/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-ciencias-cic/1555521-o-uso-da-inteligencia-artificial-na-automedicacao-com-psicofarmacos--implicacoes-para-a-qualidade-da-saude-fisic
ISBN
978-65-272-2513-3
Palavras-Chave
Inteligência Artificial; Automedicação; Psicofármacos; Educação Médica; Saúde Digital; Ensino.
Resumo
Nas últimas décadas, o cenário da saúde mental tem sido marcado por um crescimento expressivo no consumo de psicofármacos. Esse fenômeno é impulsionado tanto pelo refinamento dos diagnósticos de transtornos mentais quanto pela maior facilidade de acesso a essas substâncias. Este comportamento se torna mais complexo com a ascensão da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de autodiagnóstico. Diante desse cenário, este estudo teve como objetivo analisar a utilização da Inteligência Artificial no processo de automedicação com psicofármacos, identificando os fármacos mais recorrentes nessa prática. Tratou-se de uma pesquisa descritiva, de abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso, com estudantes de um curso de medicina. Submetida e aprovada ao Comitê de ética e Pesquisa CAAD nº90614725.1.0000.5648. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas fundamentadas em um roteiro de questionário semiestruturado, e a análise dos dados foi conduzida através da técnica de Análise de Conteúdo, com a organização das informações em categorias discutidas à luz da literatura da perspectiva de Bardin. Os resultados do estudo demonstraram ampla utilização de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) entre estudantes de medicina, associada a elevada prevalência de automedicação com psicofármacos. A amostra foi composta por 35 participantes, predominantemente do sexo feminino, com faixa etária entre 18 e 51 anos e maior concentração em torno dos 20 anos. Observou-se que 71,4% dos participantes já utilizaram IA, principalmente para busca de informações gerais, identificação de sintomas psicológicos, alternativas terapêuticas e pesquisa sobre diagnósticos ou medicamentos. Os principais motivos para recorrer à IA em vez de profissionais de saúde foram rapidez no acesso às informações e ausência de custos. Em relação aos psicofármacos, 42,9% relataram prática de automedicação, destacando-se benzodiazepínicos, antidepressivos e psicoestimulantes. Parte dos participantes adquiriu medicamentos sem prescrição ou por meios informais, incluindo o uso de remédios de terceiros. Entre os efeitos adversos descritos estavam irritabilidade, insônia, taquicardia, sonolência, pensamento acelerado e dependência. Apesar disso, apenas pequena parcela afirmou seguir orientações medicamentosas fornecidas pela IA, indicando que a tecnologia é utilizada mais como fonte de informação do que como instrumento decisório. A análise qualitativa organizou os dados em três categorias: medicamentos utilizados e efeitos percebidos; adesão ao tratamento e contribuição da IA no cuidado da saúde mental; e riscos da automedicação. A categoria mais frequente foi a dos riscos da automedicação, evidenciando reconhecimento crítico dos participantes acerca dos perigos clínicos, farmacológicos e comportamentais envolvidos. Nesse contexto, a automedicação permanece naturalizada mesmo entre estudantes com conhecimento técnico, revelando lacunas na formação médica relacionadas ao uso racional de medicamentos e ao letramento em saúde digital. O estudo conclui que a IA atua como ferramenta complementar, porém incapaz de substituir avaliação clínica, empatia e vínculo terapêutico, reforçando a necessidade de formação crítica e ética sobre tecnologias digitais na medicina. Conclui-se que a IA já está integrada ao cotidiano acadêmico destes estudantes de medicina, embora sua legitimidade como ferramenta de decisão clínica em saúde mental ainda seja vista com cautela.
Título do Evento
Congresso Internacional de Ciências (CIC) – 2026
Título dos Anais do Evento
Congresso Internacional de Ciências (CIC)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FREJOLI, Vitoria Do Carmo; ASSAD, Suellen. O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA AUTOMEDICAÇÃO COM PSICOFÁRMACOS: IMPLICAÇÕES PARA A QUALIDADE DA SAÚDE FÍSICA E MENTAL.. In: Congresso Internacional de Ciências (CIC). Anais...Itaperuna(RJ) Afya Itaperuna - RJ, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-ciencias-cic/1555521-O-USO-DA-INTELIGENCIA-ARTIFICIAL-NA-AUTOMEDICACAO-COM-PSICOFARMACOS--IMPLICACOES-PARA-A-QUALIDADE-DA-SAUDE-FISIC. Acesso em: 26/06/2026

Trabalho

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