TRIAGEM VISUAL EM ESCOLARES DA REDE PÚBLICA: PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES VISUAIS E NECESSIDADE DE ENCAMINHAMENTO OFTALMOLÓGICO

Publicado em 03/12/2025 - ISBN: 978-65-272-1941-5

DOI
10.29327/9786527219415.1293401  
Título do Trabalho
TRIAGEM VISUAL EM ESCOLARES DA REDE PÚBLICA: PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES VISUAIS E NECESSIDADE DE ENCAMINHAMENTO OFTALMOLÓGICO
Autores
  • João Henrique Carvalho Apoliano
  • Samuel Montenegro Pereira
  • Antônio Davi Cardoso Linhares Oliveira Correia
  • Letícia Macedo Lucena
  • Cecília Ribeiro Carneiro
  • RODRIGO MENDES SOARES MACEDO CAETANO
Modalidade
Trabalhos Científicos
Área temática
Oftalmologia
Data de Publicação
03/12/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-cearense-de-oftalmologia/1293401-triagem-visual-em-escolares-da-rede-publica--prevalencia-de-alteracoes-visuais-e-necessidade-de-encaminhamento-o
ISBN
978-65-272-1941-5
Palavras-Chave
Triagem, Acuidade Visual, Saúde da Criança
Resumo
Introdução: A detecção precoce de alterações visuais em crianças é essencial para prevenir déficits visuais permanentes e promover o desenvolvimento acadêmico e social. Triagens escolares realizadas por estudantes de Medicina representam uma estratégia viável para identificar problemas oftalmológicos em escolares da rede pública, especialmente em faixas etárias com menor acesso a avaliações oftalmológicas. Este estudo visa avaliar a prevalência de alterações visuais em crianças de Fortaleza, permitindo encaminhamentos adequados e fortalecendo a saúde ocular comunitária. Objetivos: Avaliar a prevalência de alterações visuais em escolares da rede pública de Fortaleza com base em triagem oftalmológica feita por estudantes de Medicina, visando identificar casos passíveis de correção e com necessidade de encaminhamento para avaliação completa. Metodologia: Estudo observacional e transversal realizado de outubro a novembro de 2024, durante ação voluntária de triagem oftalmológica, feita por estudantes de medicina de uma liga acadêmica de oftalmologia, em uma escola da rede pública de Fortaleza. Foram incluídas crianças do Infantil 4 até o 5º ano do ensino fundamental. Uma ficha de identificação de cada aluno foi entregue aos responsáveis para obter o consentimento e coletar informações básicas: nome, idade, série, sexo, presença de comorbidades, uso de óculos, além do contato do responsável. A avaliação visual foi feita com a tabela de Snellen com letras e, para crianças não alfabetizadas, foi usada a tabela com optótipos em forma de "E" direcional. Foram obtidas as dioptrias de cada olho e crianças que obtiveram 20/25 ou pior em pelo menos um dos olhos foram encaminhadas para continuidade do atendimento oftalmológico. Os dados foram organizados em planilhas e analisados de forma descritiva. Resultados: Foram avaliadas 470 crianças, com idade entre 4 e 12 anos (média de 7,7 ± 2,1 anos) e a distribuição foi de 48,8% (n=230) do sexo masculino e 51,2% (n=240) do sexo feminino. A parcela de alunos que utilizavam ou já utilizaram óculos foi de 18,5% (n=87). Comorbidades referidas pelos responsáveis foram constatadas em 9,5% (n=45) dos participantes, com maior ocorrência de TEA e TDAH, em 11 crianças. Dos alunos, 24% (n=113) apresentaram acuidade visual menor ou igual a 20/25 em pelo menos um dos olhos. A maior taxa de alterações visuais foi entre alunos do Infantil 4 (34,4%) e a menor no 5º ano (17,4%). Os casos de baixa acuidade eram predominantemente bilaterais, com leve predomínio do olho direito. Conclusão: A triagem evidenciou uma maior proporção de alterações visuais nos alunos do Infantil 4, o que reflete a menor chance de diagnóstico prévio nessa faixa etária, na qual muitas crianças ainda não passaram por avaliação oftalmológica, reforçando a necessidade de rastreamento precoce para evitar agravamentos. Apesar disso, também pode haver um viés de colaboração, já que crianças menores têm mais dificuldade de entender os testes visuais e gerar alteração de resultados. Ademais, a presença de comorbidades neuropsiquiátricas, além de influenciar durante os testes, pode estar associada ao agravo de condições visuais. Essa triagem demonstra que ações sociais realizadas por estudantes de Medicina contribuem para a saúde ocular comunitária e para consolidação de estratégias para o diagnóstico precoce de alterações visuais.
Título do Evento
36° Congresso Cearense de Oftalmologia
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
36° Congresso Cearense de Oftalmologia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

APOLIANO, João Henrique Carvalho et al.. TRIAGEM VISUAL EM ESCOLARES DA REDE PÚBLICA: PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES VISUAIS E NECESSIDADE DE ENCAMINHAMENTO OFTALMOLÓGICO.. In: 36° Congresso Cearense de Oftalmologia. Anais...Fortaleza (CE) HOTEL ÓASIS ATLÂNTICO, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-cearense-de-oftalmologia/1293401-TRIAGEM-VISUAL-EM-ESCOLARES-DA-REDE-PUBLICA--PREVALENCIA-DE-ALTERACOES-VISUAIS-E-NECESSIDADE-DE-ENCAMINHAMENTO-O. Acesso em: 04/04/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes