BEHCET - UNIÃO ENTRE OFTALMOLOGIA E REUMATOLOGIA

Publicado em 03/12/2025 - ISBN: 978-65-272-1941-5

DOI
10.29327/9786527219415.1240539  
Título do Trabalho
BEHCET - UNIÃO ENTRE OFTALMOLOGIA E REUMATOLOGIA
Autores
  • Victor Frota Dias
  • Amanda Alexia Rodrigues Vieira
  • Débora Raquel Bezerra Bonfim
Modalidade
Relatos de Caso
Área temática
Oftalmologia
Data de Publicação
03/12/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-cearense-de-oftalmologia/1240539-behcet---uniao-entre-oftalmologia%a0e%a0reumatologia
ISBN
978-65-272-1941-5
Palavras-Chave
behçet, panuveite, reumatologia, oftalmologia
Resumo
Autores: Débora R. B. B, Victor F. D, Amanda A. R. V. Objetivo: relatar o caso de uma paciente com diagnóstico de panuveíte por Beçeht. Paciente de 64 anos, hipertensa e diabética descompensada, apresentou baixa acuidade visual (BAV) e dor no olho esquerdo associadas a cefaleia há cinco dias da primeira consulta. No exame inicial, apresentou acuidade visual sem correção (AVSC) conta dedos (CD) - bav prévia no olho direito (OD) e 20/600 no esquerdo (OE); Fundo de olho com atrofia de polo posterior e mácula em OD e em OE vitreíte 1 +, borramento de disco e descolamento de retina seroso em polo posterior (regiões nasal inferior e temporal). Solicitou-se mapeamento de retina, que confirmou atrofia coriorretiniana em OD e descolamento seroso em OE, além de angiografia que revelou hipofluorescência do nervo óptico e mácula com ingurgitamento vascular. A tomografia de coerência óptica (OCT) demonstrou acúmulo de líquido intra e sub-retiniano, pior na região nasal e fóvea. Iniciou-se terapia empírica com aciclovir e Bactrim, com suspensão do antiviral após sorologias negativas para VDRL e HIV e IgG positiva para toxoplasmose; manteve-se Bactrim enquanto aguardava-se HLA-B51. A positividade para HLA-B51 e o surgimento de estrela macular reforçaram a suspeita de panuveíte por Behçet com neurite óptica, ademais, a paciente referiu úlceras orais e lesões dermatológicas na juventude. Instituiu-se prednisona oral (60 mg/dia) e albendazol, com acréscimo de azatioprina (50 mg/dia) após hemograma normal. A AV evoluiu para 20/200 em OE, com regressão do edema de disco, desaparecimento da inflamação vítrea e estabilização do descolamento seroso. Optou-se pelo desmame gradual de corticoides e pelo acompanhamento em reumatologia para manejo contínuo da doença de Behçet. A doença de Behçet ocorre geralmente na 2ª-4ª década de vida. Com envolvimento ocular, cardiovascular ou neurológico, sendo o ocular em 30-70% dos casos sob a forma de uveíte anterior e posterior, com episódios recorrentes de vasculite retiniana oclusiva, venosa e arterial, vitrite e lesões de retinite.
Título do Evento
36° Congresso Cearense de Oftalmologia
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
36° Congresso Cearense de Oftalmologia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

DIAS, Victor Frota; VIEIRA, Amanda Alexia Rodrigues; BONFIM, Débora Raquel Bezerra. BEHCET - UNIÃO ENTRE OFTALMOLOGIA E REUMATOLOGIA.. In: 36° Congresso Cearense de Oftalmologia. Anais...Fortaleza (CE) HOTEL ÓASIS ATLÂNTICO, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-cearense-de-oftalmologia/1240539-BEHCET---UNIAO-ENTRE-OFTALMOLOGIA%a0E%a0REUMATOLOGIA. Acesso em: 04/04/2026

Trabalho

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