BACURAU COMO METÁFORA DO APAGAMENTO IDENTITÁRIO: APROXIMAÇÕES SIMBÓLICAS COM AS RESISTÊNCIAS NEGRAS, INDÍGENAS E CIGANAS NO BRASIL

Publicado em - ISBN: 978-65-272-1793-0

Título do Trabalho
BACURAU COMO METÁFORA DO APAGAMENTO IDENTITÁRIO: APROXIMAÇÕES SIMBÓLICAS COM AS RESISTÊNCIAS NEGRAS, INDÍGENAS E CIGANAS NO BRASIL
Autores
  • Eduardo Henrique da Silva Melo
  • Reynan Lucas de Lima Gomes
  • Ricardo Neves
Modalidade
Resumo Simples
Área temática
AT02: Educação e Direitos Humanos
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conet-congresso-nacional-de-educacao-e-tecnologia-595512/1256232-bacurau-como-metafora-do-apagamento-identitario--aproximacoes-simbolicas-com-as-resistencias-negras-indigenas-e
ISBN
978-65-272-1793-0
Palavras-Chave
Filmes, Identidade Cultural, Representação Social, Resistência.
Resumo
Introdução: O filme Bacurau, dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (2019), retrata uma comunidade fictícia do sertão brasileiro que, repentinamente, desaparece do mapa, tornando-se alvo de um violento processo de apagamento. Essa métafora cinematrográfica, repleta de símbolos de resistência e pertencimento, serve como ponto de partida para uma análise crítica sobre o apagamento identitário no Brasil, sobretudo dos povos negros, indígenas e ciganos. O enredo do filme, apesar de ficcional, ecoa uma realidade vivida por comunidades que constantemente enfrentam o silenciamento de suas memórias, espaços e práticas culturais. A população negra sofreu com séculos de escravidão, seguida pela exclusão social e pelo mito da democracia racial, que nega sua história e apaga sua presença nas narrativas oficiais. Os povos indígenas enfrentaram, e ainda enfrentam, o esvaziamento de seus territórios, línguas e modos de vida, em um processo contínuo de desumanização travestido de progresso. Já os povos ciganos, historicamente marginalizados no Brasil, têm suas culturas estigmatizadas, sendo constantemente associados a estereótipos negativos que dificultam seu acesso à cidadania plena e à participação em espaços de representação social e política. Dessa forma, mesmo sem representar diretamente esses grupos, o filme permite aproximações simbólicas com seus processos de apagamento e resistência. Objetivo: Analisar o filme Bacurau a partir de uma leitura interpretativa que o utiliza como metáfora para refletir sobre o apagamento identitário e as formas de resistência vividas por pessoas negras, indígenas e ciganas no Brasil. Metodologia: A abordagem é qualitativa e descritiva, com base em uma análise interpretativa dos elementos narrativos, visuais e simbólicos do filme. A perspectiva Barthesiana possibilita compreender como os signos construídos na obra evocam práticas de exclusão e modos de resistência que dialogam com as realidades enfrentadas por grupos subalternizados. Resultados: Ao analisar o filme Bacurau, observa-se o desaparecimento da comunidade do mapa, a ausência deliberada do Estado e a presença de estrangeiros que desumanizam os moradores refletem mecanismos históricos de silenciamento, exclusão e violência simbólica. Esses elementos se conectam simbolicamente às trajetórias de resistência dos povos negros, indígenas e ciganos no Brasil, cujas vivências foram (e continuam sendo) marcadas pela negação de seus territórios, saberes e identidades. Ao apresentar um povo diverso que resiste com base em laços comunitários, práticas ancestrais e estratégias próprias de sobrevivência, o filme evoca os modos de existir que esses grupos mobilizam diante das estruturas sociais que tentam apagá-los. Conclusão: Bacurau denuncia, simbolicamente, o apagamento identitário vivido por esses povos. Ao retratar uma comunidade ameaçada, mas resistente, o filme convoca a reflexão sobre a violência histórica e a potência dos saberes silenciados.
Título do Evento
CONET – Congresso Nacional de Educação e Tecnologia
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Nacional de Educação e Tecnologia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MELO, Eduardo Henrique da Silva; GOMES, Reynan Lucas de Lima; NEVES, Ricardo. BACURAU COMO METÁFORA DO APAGAMENTO IDENTITÁRIO: APROXIMAÇÕES SIMBÓLICAS COM AS RESISTÊNCIAS NEGRAS, INDÍGENAS E CIGANAS NO BRASIL.. In: . Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conet-congresso-nacional-de-educacao-e-tecnologia-595512/1256232-BACURAU-COMO-METAFORA-DO-APAGAMENTO-IDENTITARIO--APROXIMACOES-SIMBOLICAS-COM-AS-RESISTENCIAS-NEGRAS-INDIGENAS-E. Acesso em: 23/05/2026

Trabalho

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