TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NO BRASIL: DESAFIOS DO PRÉ-NATAL E TENDÊNCIA EPIDEMIOLÓGICA (2019-2023)

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NO BRASIL: DESAFIOS DO PRÉ-NATAL E TENDÊNCIA EPIDEMIOLÓGICA (2019-2023)
Autores
  • Nicole Favaro Fricks
  • Fernanda Távora Dos Santos
  • Isabela Calandrini Serruya
  • Luiza Pinon Nery de Oliveira
  • Manoel Siebra Lopes Neto
  • Ádria Juliana Auzier Duarte
  • Leticia lani teixeira das chagas
  • Marco Aurélio da Costa Serruya
  • Joseli da Silva Calandrini Sidônio Serruya
Modalidade
Resumo
Área temática
Originais em saúde coletiva
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1341675-toxoplasmose-congenita-no-brasil--desafios-do-pre-natal-e-tendencia-epidemiologica-(2019-2023)
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Toxoplasmose Congênita; Cuidado Pré-Natal; Saúde Materno-Infantil.
Resumo
Introdução: A toxoplasmose congênita (TC) é uma das principais infecções materno-fetais no Brasil, capaz de gerar sequelas neurológicas e oftalmológicas graves. Sua prevenção depende da identificação precoce da infecção materna durante o pré-natal, do início oportuno do tratamento e acompanhamento do recém-nascido. A qualidade da assistência pré-natal, avaliada pelo número de consultas e pelo início no primeiro trimestre gestacional, é fator crítico para reduzir a transmissão vertical. Entre 2019 e 2023, o Brasil vivenciou o impacto da pandemia de COVID-19 sobre os serviços de saúde, incluindo interrupções e atrasos no pré-natal, que podem ter contribuído para maior vulnerabilidade de gestantes e recém-nascidos. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de toxoplasmose congênita notificados no Brasil entre 2019 e 2023 e correlacioná-los com indicadores de qualidade do pré-natal no mesmo período. Metodologia: Trata-se de estudo ecológico, descritivo e quantitativo, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), disponíveis no DATASUS. Foram extraídos os casos confirmados de TC por ano, região e unidade da federação, além das variáveis evolução e critério de confirmação. Do SINASC, coletaram-se dados de nascidos vivos (NV), número de consultas de pré-natal, início do acompanhamento gestacional, idade e escolaridade maternas. Calculou-se a incidência anual da doença por 100.000 NV e descreveu-se a evolução dos indicadores de pré-natal no mesmo intervalo. Resultados: Entre 2019 e 2023, foram registrados 20.968 casos de TC no SINAN. A incidência nacional aumentou progressivamente: 100,3/100.000 NV (2019), 112,0 (2020), 144,8 (2021), 178,9 (2022) e 259,8 (2023). A distribuição geográfica evidenciou maior concentração proporcional nas regiões Norte e Nordeste, marcadas por vulnerabilidade socioeconômica e menor cobertura de serviços especializados. Quanto à qualidade do pré-natal, observou-se redução da proporção de gestantes com sete ou mais consultas em 2020–2021, concomitante ao aumento de registros sem acompanhamento. O início do pré-natal no primeiro trimestre também caiu no período pandêmico, com recuperação parcial em 2022–2023. O perfil materno predominante foi de mulheres entre 20 a 34 anos, com escolaridade variando entre 4 a 7 anos de estudo. Entre os casos, a maioria foi confirmada por critérios laboratoriais, indicando ampliação da capacidade diagnóstica ao longo da série. Os desfechos mais frequentes foram de cura, mas os óbitos relacionados ao agravo apresentaram crescimento discreto. Conclusão: A análise evidencia o crescimento expressivo e sustentado da incidência de toxoplasmose congênita no Brasil entre 2019 e 2023, associado à piora temporária dos indicadores de pré-natal durante a pandemia de COVID-19. Os resultados sugerem que a interrupção da assistência gestacional contribuiu para maior ocorrência e detecção da doença. A persistência de taxas elevadas após 2022 indica necessidade de reforço da triagem sorológica materna, início precoce do pré-natal e garantia de no mínimo seis consultas para todas as gestantes, com ênfase nas regiões Norte e Nordeste. O fortalecimento da vigilância epidemiológica e a melhoria no preenchimento das fichas de notificação, reduzindo informações registradas como “ignorado”, são fundamentais para aprimorar a compreensão do agravo e subsidiar políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FRICKS, Nicole Favaro et al.. TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NO BRASIL: DESAFIOS DO PRÉ-NATAL E TENDÊNCIA EPIDEMIOLÓGICA (2019-2023).. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1341675-TOXOPLASMOSE-CONGENITA-NO-BRASIL--DESAFIOS-DO-PRE-NATAL-E-TENDENCIA-EPIDEMIOLOGICA-(2019-2023). Acesso em: 29/05/2026

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