A REEMERGÊNCIA DA FEBRE OROPOUCHE NO BRASIL: ANÁLISES DOS PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS E DISPARIDADES REGIONAIS

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
A REEMERGÊNCIA DA FEBRE OROPOUCHE NO BRASIL: ANÁLISES DOS PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS E DISPARIDADES REGIONAIS
Autores
  • Brenda Veloso Bazola
  • BRYER BIAZUS
  • Carla Jankovski Kahali
  • Carlos Henrique Calil Konart
  • Laura Nadolny
  • Leonardo Moreira Dias
  • Mariana Franco Dantas
  • Luiz Fernando Kubrusly
Modalidade
Resumo
Área temática
Epidemiológico
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1341593-a-reemergencia-da-febre-oropouche-no-brasil--analises-dos-padroes-epidemiologicos-e-disparidades-regionais
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Febre Oropouche, Orthobunyavirus, Arbovírus.
Resumo
INTRODUÇÃO: A febre oropouche é uma arbovirose endêmica da América Latina, causada pelo Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), que pode infectar tanto humanos quanto animais. O vírus foi identificado pela primeira vez no Brasil em 1960, em uma amostra de sangue de um bicho-preguiça (Bradypus tridactylus). No ano seguinte, ocorreu o primeiro surto em humanos, com aproximadamente 11 mil casos notificados, concentrados principalmente na Região Norte do país. Após um período de baixa relevância epidemiológica, a doença foi reclassificada como reemergente em 2023 e, atualmente, apresenta maior incidência na Região Sudeste, com registros em 14 dos 27 estados brasileiros. O principal vetor é o Culicoides paraensis, conhecido popularmente como mosquito maruim. Clinicamente, a febre oropouche manifesta-se de forma semelhante a outras arboviroses, como a dengue, apresentando febre aguda, cefaleia, mialgia, artralgia, náuseas, vômitos e diarreia. OBJETIVOS: Descrever o panorama epidemiológico da febre Oropouche no Brasil, analisando sua distribuição temporal e espacial e comparando a magnitude entres as diferentes regiões do país. METODOLOGIA: Foram analisados os dados do Ministério da Saúde, referente aos casos confirmados de febre Oropouche notificados entre janeiro de 2023 e setembro de 2025. A análise foi descritiva, considerando distribuição temporal, espacial e número de casos por região, organizadas em frequências absolutas. RESULTADOS: O primeiro caso de Febre Oropouche (OROV) foi confirmado na Região Norte, em 2023, ano em que foram registrados 831 casos nessa região e 3 no Sudeste, totalizando 834 notificações no país, sem ocorrência de óbitos. Em 2024, observou-se um aumento expressivo, com 13.856 registros. Desses, 6.337 ocorreram no Sudeste e 5.805 no Norte, enquanto as demais regiões apresentaram números menores: Nordeste com 1.517 casos, Sul com 178 e Centro-Oeste com 19. Nesse período, foram confirmados 4 óbitos e outros 3 ficaram sob investigação. Já em 2025, até setembro, foram relatados 11.975 casos, com 5 óbitos confirmados e 2 em investigação, todos no Sudeste, região que se consolidou como principal foco da doença, concentrando sozinha 10.334 notificações. Em seguida, aparecem o Nordeste, com 1.408 casos, o Norte, com 168, o Sul, com 63, e o Centro-Oeste, com apenas 2 registros. CONCLUSÃO: Portanto, embora a Febre Oropouche tenha reaparecido inicialmente na Região Norte, atualmente sua maior concentração encontra-se no Sudeste. Diante do perfil epidemiológico da doença, da facilidade de transmissão e da elevada capacidade de mutação do vírus, torna-se fundamental aprofundar as investigações sobre sua incidência e possíveis subnotificações. Ademais, a associação da infecção a casos de abortos espontâneos, comprometimento placentário e fetal, natimortos e microcefalia após transmissão vertical reforça a necessidade não apenas do controle do vetor, mas também do desenvolvimento de vacinas, a fim de prevenir uma epidemia no Brasil e reduzir as complicações relacionadas à doença.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BAZOLA, Brenda Veloso et al.. A REEMERGÊNCIA DA FEBRE OROPOUCHE NO BRASIL: ANÁLISES DOS PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS E DISPARIDADES REGIONAIS.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1341593-A-REEMERGENCIA-DA-FEBRE-OROPOUCHE-NO-BRASIL--ANALISES-DOS-PADROES-EPIDEMIOLOGICOS-E-DISPARIDADES-REGIONAIS. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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