VARIAÇÃO ANATÔMICA DA ARTÉRIA ULNAR, EM TRAJETO SUPERFICIAL, E CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
VARIAÇÃO ANATÔMICA DA ARTÉRIA ULNAR, EM TRAJETO SUPERFICIAL, E CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS
Autores
  • Beatriz Kiyomi Antunes Nakasaki
  • João Gabriel de Paris Leal
  • Yrruan Erick Rabelo
  • Bruno Iria Franco
  • johann holland
  • Gustavo Sato Nakamá
  • Kevin Albano Cavalari
  • Lucas Gabriel Pinatti Almeida
  • Pedro Anunciatto da Silva
  • Jaziel Barros dos Santos
  • Samara Thaís Da Rosa Müller
  • Alexandre Ken Rossini Murakami
  • Mariana pinatti
  • Marna Eliana Sakalem
Modalidade
Resumo
Área temática
Iniciantes II
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1341138-variacao-anatomica-da-arteria-ulnar-em-trajeto-superficial-e-consequencias-praticas
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
artéria cubital, vasos sanguíneos, artérias
Resumo
INTRODUÇÃO: A ocorrência da artéria ulnar superficial (AUS) é uma possível variação anatômica das artérias do membro superior. Nesse caso, o trajeto incomum da artéria segue superficial aos músculos flexores do antebraço (compartimento anterior) e origina-se, comumente, da artéria braquial, como na normalidade, ou eventualmente da artéria axilar. A AUS representa, depois das variações na origem da artéria radial, a segunda variação arterial mais frequente nessa região. Além disso, essa variação anatômica resulta em significativas consequências clínicas quando não reconhecida, em especial, no contexto de trauma, cirurgia de retalho livre e procedimentos de intervenção no membro superior. OBJETIVOS: A presente revisão narrativa visa apresentar a prevalência da AUS na população geral, e analisar sua relevância clínica como um fator de risco associado ao acesso vascular no membro superior. METODOLOGIA: Para a revisão, foram usados os bancos de dados MEDLINE/PubMed e SciELO. Foram selecionados artigos relatando a artéria ulnar superficial publicados nos últimos 20 anos (2005-2025). Dentre os artigos encontrados, foi dada maior atenção a trabalhos originais com foco nas implicações clínicas decorrentes do não reconhecimento da AUS e sua possível punção inadvertida durante procedimentos clínicos e cirúrgicos. RESULTADOS: A prevalência da AUS depende de fatores como etnia e localização geográfica das amostras. Um estudo na Espanha encontrou apenas um caso de AUS em pesquisa ultrassonográfica e anatômica em 150 espécimes de membros superiores (0,67%); neste caso, a AUS ocorreu concomitantemente a uma artéria radial superficial. Outro estudo, realizado na Alemanha, demonstrou 4 casos de AUS dentre 107 retalhos ulnares (3,74%) ao analisar os dados de pacientes que passaram pela transferência de retalho fasciocutâneo do antebraço. Uma série de dissecções cadavéricas realizada na Inglaterra revelou 4 casos de AUS em 95 espécimes (4,21%). Um relato de caso descreveu uma AUS superficial à aponeurose do músculo bíceps braquial na fossa cubital - local de comum localização das veias cubitais superficiais, e portanto uma região especialmente perigosa para a punção inadvertida durante a tentativa de acesso venoso periférico. Os mesmos autores conduziram um levantamento da literatura que indicou que a AUS se origina mais comumente da artéria braquial (73,1%), mas pode também se originar da artéria axilar (26,9%). Além do risco de punção acidental, sua presença pode representar um risco nos procedimentos de retirada de retalhos fasciocutâneos do antebraço, por aumentar a possibilidade de ruptura arterial. Porém, quando adequadamente reconhecida nesses procedimentos, a AUS pode ser retirada com segurança como parte do retalho fasciocutâneo, poupando a artéria radial. CONCLUSÃO: A artéria ulnar superficial (AUS) é a variação anatômica relevante observada na porção distal do membro superior, apresentando prevalência variável na literatura, entre 0,67% e 4,2%. Sua presença superficial pode levar a erros de identificação com veias, já que a ausência de pulsação não é um critério confiável de diferenciação. Por isso, é essencial que os profissionais de saúde considerem essa possibilidade durante procedimentos como punções venosas e acessos vasculares, a fim de minimizar o risco de canulação intra-arterial inadvertida e suas possíveis complicações.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NAKASAKI, Beatriz Kiyomi Antunes et al.. VARIAÇÃO ANATÔMICA DA ARTÉRIA ULNAR, EM TRAJETO SUPERFICIAL, E CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1341138-VARIACAO-ANATOMICA-DA-ARTERIA-ULNAR-EM-TRAJETO-SUPERFICIAL-E-CONSEQUENCIAS-PRATICAS. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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