TENDÊNCIA DA SÍFILIS GESTACIONAL NO PARANÁ: DESIGUALDADES REGIONAIS NO PRÉ-NATAL, NO DIAGNÓSTICO E NOS DESFECHOS PERINATAIS

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
TENDÊNCIA DA SÍFILIS GESTACIONAL NO PARANÁ: DESIGUALDADES REGIONAIS NO PRÉ-NATAL, NO DIAGNÓSTICO E NOS DESFECHOS PERINATAIS
Autores
  • Rebeca Santos
  • Aniele Maria Setim Cordeiro
  • Larissa Valentina Bojan Voitechen
  • Manuela Zambam Gasperin Carbonera
  • Rafaella Pallu Knolseisen
  • Simone Solange de Lima Almeida
  • Juliano Mota Volinger
Modalidade
Resumo
Área temática
Originais em saúde coletiva
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1340845-tendencia-da-sifilis-gestacional-no-parana--desigualdades-regionais-no-pre-natal-no-diagnostico-e-nos-desfechos
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Sífilis congênita, Pré-natal, Saúde materno-infantil.
Resumo
INTRODUÇÃO: A sífilis gestacional é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum, que pode levar a complicações graves para o feto, incluindo morte intrauterina, prematuridade e sífilis congênita. Apesar de ser uma condição prevenível e tratável, sua detecção precoce depende da cobertura e da qualidade do pré-natal. No Paraná, embora tenham sido implementadas políticas de saúde voltadas à redução da doença, persistem desigualdades regionais no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, refletindo diferenças nos desfechos perinatais. OBJETIVOS: Analisar fatores que influenciam diferenças nas taxas de diagnóstico precoce e tratamento da sífilis gestacional em cidades paranaenses com distintas incidências de sífilis congênita, avaliando variáveis maternas, obstétricas, desfechos neonatais e desigualdades regionais. METODOLOGIA: Estudo ecológico, série temporal (2016–2022), com dados secundários do SINASC e SINAN, extraídos via microdatasus. Variáveis maternas (idade, escolaridade, estado civil, raça/cor) e obstétricas (consultas pré-natais, via de parto, peso ao nascer, Apgar) foram analisadas em frequências absolutas e relativas. Aplicaram-se regressão de Prais-Winsten para tendência temporal e modelo ARIMA para projeções de curto prazo. Análises realizadas no software R, adotando nível de significância de 5%. RESULTADOS: A taxa de sífilis gestacional aumentou de 14,4 para 28,2 casos por 1.000 gestantes entre 2016 e 2022, com picos em outubro/novembro. Gestantes adolescentes e solteiras apresentaram maior vulnerabilidade, sendo que 76% não realizaram consultas pré-natais. O pré-natal adequado reduziu prematuridade, baixo Apgar e extremo baixo peso. Curitiba apresentou melhores indicadores (maior cobertura e menores taxas de baixo peso), enquanto Londrina, Maringá e Cascavel tiveram piores resultados; em Maringá, destacou-se a taxa excessiva de cesarianas (79,27%). CONCLUSÃO: O estudo evidencia que a sífilis gestacional no Paraná apresenta distribuição desigual entre as regiões, com maior incidência em determinados municípios e variações no acesso ao pré-natal, diagnóstico e tratamento. Fatores como idade materna, escolaridade e estado civil influenciam o risco de infecção, reforçando a importância de políticas de atenção voltadas para populações vulneráveis. Os desfechos perinatais associados à sífilis gestacional demonstram que, mesmo com protocolos estabelecidos, lacunas no acompanhamento pré-natal contribuem para a persistência da transmissão vertical. As diferenças regionais indicam que o Paraná ainda enfrenta desafios estruturais na atenção à saúde materno-infantil, exigindo estratégias direcionadas para melhorar a cobertura do pré-natal e a detecção precoce de gestantes infectadas. Portanto, o fortalecimento da vigilância epidemiológica e a implementação de ações regionalmente adaptadas são essenciais para reduzir a sífilis gestacional e congênita no estado, promovendo maior equidade no cuidado e protegendo a saúde materno-infantil.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Rebeca et al.. TENDÊNCIA DA SÍFILIS GESTACIONAL NO PARANÁ: DESIGUALDADES REGIONAIS NO PRÉ-NATAL, NO DIAGNÓSTICO E NOS DESFECHOS PERINATAIS.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1340845-TENDENCIA-DA-SIFILIS-GESTACIONAL-NO-PARANA--DESIGUALDADES-REGIONAIS-NO-PRE-NATAL-NO-DIAGNOSTICO-E-NOS-DESFECHOS. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes