IMPACTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES PÓS-MENOPAUSA: REVISÃO SISTEMÁTICA DE INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
IMPACTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES PÓS-MENOPAUSA: REVISÃO SISTEMÁTICA DE INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS
Autores
  • Heloisa Stadler Ribas
  • Eduarda Borer
  • Giovanna Clara Scheffer de Carvalho
  • Giulia Matias Gouveia da Rocha
  • Maria Eduarda Hammerschmidt
  • Thais Binder Farinazzo
  • Pedro Leonardo Martins Brasileiro
  • Heloisa Stadler Ribas
Modalidade
Resumo
Área temática
Iniciantes II
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1340813-impacto-da-incontinencia-urinaria-na-qualidade-de--vida-de-mulheres-pos-menopausa--revisao-sistematica--de-inter
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Incontinência urinária; Pós-menopausa; Intervenções não farmacológicas.
Resumo
INTRODUÇÃO: A incontinência urinária (IU), perda involuntária de urina, configura um problema de saúde, social e higiênico. Sua prevalência aumenta com a idade, afetando entre 38% e 55% das mulheres na pós-menopausa, sendo a condição do assoalho pélvico mais comum nesse período. Os impactos da IU geram desconfortos físicos e afetam a autoestima, humor e vida social, resultando em queda significativa da qualidade de vida. Os principais tipos são: incontinência de esforço (IUE), de urgência (IUU) e mista (IUM). Existem diferentes abordagens terapêuticas utilizadas para o tratamento da IU e sua escolha deve adequar-se à necessidade da paciente. Altas evidências indicam que terapias convencionais, não farmacológicas, melhoram a qualidade de vida da mulher, como realizar exercícios de fortalecimento pélvico e estimulação elétrica. OBJETIVOS: Revisar aspectos fisiopatológicos envolvidos na IU e seu impacto na qualidade de vida de mulheres na pós-menopausa. Além disso, avaliar a efetividade de intervenções não farmacológicas nessa população, especialmente fisioterapia e treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP), na melhora dos sintomas e bem-estar. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão narrativa de artigos disponíveis nas bases de dados PubMed, Cochrane e LILACS. 22 artigos entre 2019 e 2025 foram incluídos, dentre eles revisões sistemáticas e ensaios clínicos randomizados. A análise comparou diversos tipos de intervenções, isoladas e combinadas, bem como diferentes níveis de supervisão clínica ou domiciliar. RESULTADOS: A IU decorre da fraqueza dos músculos do assoalho pélvico, bem como suas fáscias e tecidos conjuntivos, resultando em perda involuntária de urina. O fator de risco mais atribuído à condição é o aumento da pressão intra-abdominal, que é fortemente associada ao índice de massa corporal elevado, idade avançada e parto vaginal prévio. A IU acarreta importantes impactos na qualidade de vida das mulheres, sendo associada a maiores taxas de hospitalização, riscos de infecções do trato urinário, isolamento social e depressão. As evidências analisadas apontam que o TMAP, isolado ou associado a técnicas como biofeedback e eletroestimulação, é eficaz na redução dos episódios de IU, sendo a intervenção considerada de primeira linha para a condição. O aumento da força, resistência e coordenação muscular, além da melhora dos aspectos físicos, foram os principais benefícios dessa intervenção. Tratamentos que combinam diferentes intervenções são destacados, como exercícios e estimulação, apresentando superioridade em relação a intervenções isoladas. Ademais, sua baixa invasividade reflete em maiores taxas de adesão ao tratamento. Intervenções supervisionadas mostraram melhor adesão e desfechos clínicos quando comparadas às não supervisionadas. Outras estratégias, como neuromodulação sacral, apresentaram benefícios para casos refratários. No entanto, muitos estudos mostraram heterogeneidade metodológica e limitações quanto ao tamanho amostral. Eventos adversos foram raros e leves, estando geralmente relacionados ao uso de dispositivos intravaginais, como cones ou aplicação de toxina Onabotulinum intravesical. CONCLUSÃO: A IU é prevalente em mulheres na pós-menopausa, impactando significativamente sua qualidade de vida. Intervenções não farmacológicas, como o TMAP, destacam-se, sendo indicadas como tratamento padrão ouro devido sua segurança, eficácia e baixo custo. A associação de técnicas supervisionadas adequadamente potencializa os resultados. Os resultados obtidos com esse tratamento demonstram expressiva redução da gravidade da IU.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RIBAS, Heloisa Stadler et al.. IMPACTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES PÓS-MENOPAUSA: REVISÃO SISTEMÁTICA DE INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1340813-IMPACTO-DA-INCONTINENCIA-URINARIA-NA-QUALIDADE-DE--VIDA-DE-MULHERES-POS-MENOPAUSA--REVISAO-SISTEMATICA--DE-INTER. Acesso em: 29/05/2026

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