CRISES EPILÉPTICAS PÓS-AVC: UM PANORAMA ATUAL DA LITERATURA CIENTÍFICA

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
CRISES EPILÉPTICAS PÓS-AVC: UM PANORAMA ATUAL DA LITERATURA CIENTÍFICA
Autores
  • Maria Julia belotto pelozzo
  • Agnes Beatriz Raksa de Oliveira
Modalidade
Resumo
Área temática
Poster de exposição
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1340354-crises-epilepticas-pos-avc--um-panorama-atual-da-literatura-cientifica
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
PALAVRAS CHAVE: Epilepsia Pós-Acidente Vascular Cerebral; Convulsões; Eletroencefalografia
Resumo
INTRODUÇÃO: A epilepsia pós-AVC é uma grave complicação neurológica, sendo a principal causa de epilepsia adquirida em idosos (30-50% dos casos). Anualmente, dos 3 a 6 milhões de AVCs, cerca de 6% evoluem para essa condição, levando a maior mortalidade, pior recuperação funcional e declínio cognitivo. Por isso, reconhecimento precoce e estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento são cruciais. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão de literatura utilizando a base indexada PubMed. Foram selecionados 12 artigos, obtidos pelos descritores "post-stroke seizures", "post-stroke epilepsy", "stroke-related epilepsy", de 2015 a 2025. RESULTADOS: A maioria dos AVCs ocorre em adultos com idade superior a 45 anos, sendo aproximadamente 90% de origem isquêmica. A incidência de crises precoces (até 7 dias pós-AVC) é de 7%, enquanto a epilepsia tardia (após 7 dias) atinge cerca de 10% dos pacientes, com maior prevalência em crianças em relação à idade adulta. Os fatores de risco mais relevantes incluem lesão cortical extensa, gravidade do AVC avaliada pelo NIHSS, ocorrência de convulsões precoces, transformação hemorrágica do infarto, infecções hospitalares e presença de hemorragia subcortical. Fisiopatologicamente, a epileptogênese pós-AVC envolve múltiplos mecanismos que aumentam a excitabilidade neuronal e favorecem a ocorrência de crises epilépticas. Inicialmente, a lesão isquêmica ou hemorrágica provoca morte neuronal nas áreas afetadas, enquanto os neurônios sobreviventes passam por remodelação e reorganização de suas conexões sinápticas. Essa plasticidade compensatória, embora necessária para a recuperação funcional, pode gerar circuitos hiperexcitáveis que aumentam o risco de crises, especialmente em regiões corticais peri-lesionais e no hipocampo. Paralelamente, a gliose reativa, caracterizada pela proliferação de astrócitos e microglia, altera a homeostase iônica e a captação de neurotransmissores excitatórios, como o glutamato, contribuindo para um ambiente neural hiperexcitável. Além disso, há disfunção da inibição gabaérgica, reduzindo o efeito estabilizador do principal neurotransmissor inibitório do cérebro, e aumento da liberação de neurotransmissores excitatórios, promovendo despolarização excessiva das membranas neuronais. Clinicamente, essas alterações se refletem em crises predominantemente focais, que correspondem a cerca de 67% dos casos, enquanto 33% apresentam crises generalizadas; o estado epiléptico ocorre em aproximadamente 9% dos pacientes. As crises precoces, geralmente dentro de 7 dias do AVC, tendem a ser focais, relacionadas à lesão cortical aguda, enquanto as crises tardias apresentam maior probabilidade de generalização secundária, refletindo a reorganização neuronal e a formação de circuitos epileptogênicos permanentes. O eletroencefalograma (EEG) desempenha papel crucial tanto no diagnóstico quanto na predição do risco de epilepsia pós-AVC. Alterações como assimetria do ritmo de fundo, descargas epileptiformes interictais e presença de atividade paroxística aumentam significativamente o risco de desenvolvimento de epilepsia tardia. CONCLUSÃO: Em conclusão, a epilepsia pós-AVC afeta aproximadamente 10% dos sobreviventes de AVC, estando associada a fatores de risco bem estabelecidos, como lesão cortical, gravidade do AVC e ocorrência de crises precoces. Os mecanismos fisiopatológicos envolvem remodelação neuronal e excitotoxicidade, enquanto o eletroencefalograma se destaca como ferramenta importante para a predição do risco.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PELOZZO, Maria Julia belotto; OLIVEIRA, Agnes Beatriz Raksa de. CRISES EPILÉPTICAS PÓS-AVC: UM PANORAMA ATUAL DA LITERATURA CIENTÍFICA.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1340354-CRISES-EPILEPTICAS-POS-AVC--UM-PANORAMA-ATUAL-DA-LITERATURA-CIENTIFICA. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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