OSTEOMIELITE CRÔNICA POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS: MECANISMOS DE RESISTÊNCIA DO PATÓGENO NO PÓS-OPERATÓRIO ORTOPÉDICO

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
OSTEOMIELITE CRÔNICA POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS: MECANISMOS DE RESISTÊNCIA DO PATÓGENO NO PÓS-OPERATÓRIO ORTOPÉDICO
Autores
  • Giovanna Clara Scheffer de Carvalho
  • Giulia Matias Gouveia da Rocha
  • Khadija Mohamad Youssef
  • Cássio Zini
Modalidade
Resumo
Área temática
Iniciantes II
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1337337-osteomielite-cronica-por-staphylococcus-aureus--mecanismos-de-resistencia-do-patogeno-no-pos-operatorio-ortopedi
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Biofilme, Osteomielite, Staphylococcus aureus Resistente à Meticilina
Resumo
INTRODUÇÃO: A osteomielite é uma infecção óssea caracterizada por um processo inflamatório de origem bacteriana, frequentemente associada a procedimentos cirúrgicos, fraturas expostas e implantes ortopédicos. Sua forma crônica é de difícil tratamento, em grande parte pela capacidade do Staphylococcus aureus, principal patógeno associado, especialmente o resistente à meticilina (MRSA), de desenvolver mecanismos de evasão imunológica e resistência antimicrobiana. A formação de biofilmes em superfícies ósseas necróticas e implantes constitui um dos maiores desafios clínicos, favorecendo a persistência bacteriana e a falha terapêutica. A prevalência em ossos longos, como a tíbia, e em pacientes com fatores de risco (diabetes, traumas graves, uso de drogas injetáveis) reforça a relevância clínica da doença. OBJETIVO: O objetivo do estudo foi revisar os principais mecanismos de resistência do S. aureus na osteomielite crônica pós-operatória ortopédica analisando a fisiopatologia, mecanismos de resistência bacteriana e limitações terapêuticas atuais. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão de literatura com base em artigos publicados entre 2017 e 2025, obtidos em bases indexadas como PubMed, ScienceDirect e Wiley, utilizando os descritores: “osteomyelitis”, “Staphylococcus aureus”, “biofilm”, “postoperative orthopedic infection”. Foram incluídos 14 artigos. RESULTADOS: A osteomielite é uma infecção óssea que pode ser classificada em aguda ou crônica. O S. aureus apresenta múltiplas estratégias de virulência que favorecem a invasão, persistência e resistência ao tratamento. Entre elas, destacam-se a formação de biofilme, a capacidade de induzir morte celular por apoptose e necrose, favorecendo a sobrevivência intracelular, reduzindo o metabolismo e aumentando a resistência antimicrobiana. O biofilme confere vantagens ao patógeno, como barreira física contra antibióticos e células imunes, troca genética favorecendo resistência, adaptação a microambientes hipóxicos e presença de células persistentes altamente tolerantes. O processo infeccioso inicia-se pela adesão bacteriana a receptores de células hospedeiras, como laminina, fibronectina, colágeno e fibrinogênio, mediada por proteínas de superfície conhecidas como adesinas. A presença dessas moléculas é fundamental, uma vez que bactérias sem adesinas são eliminadas mais facilmente pelo sistema imune. A resposta imune inicial promove aumento da pressão intramedular e redução da perfusão, enquanto a produção de coagulases pelo S. aureus intensifica a trombose, levando à necrose óssea. Se a infecção progride, o edema e a purulência podem elevar o periósteo, reduzindo ainda mais a perfusão local e culminando na formação de segmentos necróticos denominados sequestros. Esses fragmentos desvitalizados se tornam focos crônicos de infecção. Esses fatores explicam a dificuldade no tratamento da osteomielite e a tendência à cronificação. CONCLUSÃO: A osteomielite crônica por S. aureus em contexto pós-operatório ortopédico possui elevada complexidade terapêutica, devido à formação de biofilmes, presença de sequestros ósseos avasculares, invasão intracelular e resistência antimicrobiana, especialmente relacionada ao gene mecA. Esses fatores resultam em falha terapêutica frequente, mesmo após desbridamentos repetidos e antibioticoterapia prolongada. A literatura evidencia recidivas em até 46% dos casos, reforçando a necessidade de estratégias combinadas e inovadoras, incluindo agentes antibiofilme, novos antimicrobianos e terapias experimentais. Atualmente, o tratamento dessa infecção é a excisão cirúrgica do implante, desbridamento completo do ambiente peri-implante e terapia antimicrobiana prolongada.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARVALHO, Giovanna Clara Scheffer de et al.. OSTEOMIELITE CRÔNICA POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS: MECANISMOS DE RESISTÊNCIA DO PATÓGENO NO PÓS-OPERATÓRIO ORTOPÉDICO.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1337337-OSTEOMIELITE-CRONICA-POR-STAPHYLOCOCCUS-AUREUS--MECANISMOS-DE-RESISTENCIA-DO-PATOGENO-NO-POS-OPERATORIO-ORTOPEDI. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes