COMO RASTREAR A DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DO AMAZONAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
COMO RASTREAR A DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DO AMAZONAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores
  • Raphaela Lorite Stremel Andrade
  • Leticia Midori Michalawiski Yamaoka
Modalidade
Resumo
Área temática
Relato de experiência em saúde coletiva
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1319751-como-rastrear-a-doenca-arterial-obstrutiva-periferica-em-comunidades-ribeirinhas-do-amazonas--um-relato-de-exper
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Doença Arterial Periférica; Índice Tornozelo-Braquial; Populações Vulneráveis.
Resumo
INTRODUÇÃO: A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação aterosclerótica sistêmica altamente prevalente, mas que permanece amplamente negligenciada em regiões remotas, como as comunidades ribeirinhas amazônicas, marcadas por barreiras logísticas e desigualdades no acesso à saúde. Nesse cenário, a ausência de rastreamento é ainda mais preocupante, tornando pertinente avaliar a condição também em populações pouco assistidas. Nesse sentido, o ITB, justamente por sua simplicidade, baixo custo e caráter indolor, mostrou-se adequado para aplicação em campo, mesmo em contextos de baixa complexidade OBJETIVOS: Relatar a experiência do projeto de extensão Amazon Vida na realização de rastreamento de DAOP em comunidades ribeirinhas do Amazonas, discutindo sua viabilidade, impactos e limitações no contexto da saúde coletiva. METODOLOGIA: A atividade ocorreu em junho e julho de 2025, nas comunidades Vila do Jacaré (Manacapuru-AM) e Vila do Cuia (Anamã-AM). Acadêmicos de medicina, previamente capacitados por cirurgião vascular, realizaram aferição do Índice Tornozelo-Braquial (ITB) com doppler portátil, associada à coleta de fatores de risco cardiovascular autodeclarados.. RESULTADOS: Participaram 23 moradores, de diferentes faixas etárias, com predominância de adultos mais velhos. Relatos frequentes de hipertensão, diabetes e tabagismo, somados à detecção de alterações no ITB em parte dos avaliados, evidenciaram a presença de risco cardiovascular significativo em uma população historicamente distante da atenção primária. Esses achados reforçaram o potencial do ITB como ferramenta de rastreamento, mas também evidenciaram a necessidade de fortalecer fluxos de referência e acompanhamento, a fim de transformar o diagnóstico inicial em cuidado efetivo. A ação foi bem aceita pelos moradores, favoreceu o diálogo sobre prevenção e ampliou a visibilidade de um problema de saúde pouco rastreado em territórios vulneráveis. CONCLUSÃO: A experiência demonstrou a viabilidade do ITB como estratégia simples e acessível em comunidades ribeirinhas, ao mesmo tempo em que expôs limitações estruturais para continuidade do cuidado. Do ponto de vista acadêmico, proporcionou vivência prática em saúde coletiva, integrando ensino, serviço e comunidade. Além disso, evidenciou a importância de expandir o olhar científico para além dos cenários padronizados de pesquisa, incorporando realidades comunitárias diversas como parte fundamental da produção de conhecimento e da promoção da equidade em saúde.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ANDRADE, Raphaela Lorite Stremel; YAMAOKA, Leticia Midori Michalawiski. COMO RASTREAR A DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DO AMAZONAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1319751-COMO-RASTREAR-A-DOENCA-ARTERIAL-OBSTRUTIVA-PERIFERICA-EM-COMUNIDADES-RIBEIRINHAS-DO-AMAZONAS--UM-RELATO-DE-EXPER. Acesso em: 29/05/2026

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