A CONEXÃO ENTRE DISBIOSE INTESTINAL E A DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
A CONEXÃO ENTRE DISBIOSE INTESTINAL E A DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Autores
  • Mariana Latrônico Baena
  • Luís Fernando Pryplotski de Souza
  • Samara Reckziegel
  • Victor Ciecielski Stremel Andrade
  • Fernanda Ritt de Souza
  • Camila Akemi
  • Clara Mayumi Mikami
  • Amanda Carvalho Garcia
Modalidade
Resumo
Área temática
Iniciantes II
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1298808-a-conexao-entre-disbiose-intestinal-e-a-doenca-de-parkinson--uma-revisao-integrativa
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Doença de Parkinson, Disbiose, Microbiota intestinal
Resumo
INTRODUÇÃO: A microbiota intestinal é um ecossistema de microrganismos que desempenha funções essenciais, como a modulação imunológica e a comunicação com o sistema nervoso central por meio do eixo microbiota-intestino-cérebro. Alterações nesse ecossistema, conhecidas como disbiose, têm sido associadas à patogênese de doenças neurológicas, como a Doença de Parkinson (DP), por mecanismos que envolvem inflamação sistêmica, disfunção de barreiras e neurodegeneração. OBJETIVOS: Analisar, por meio de revisão integrativa, os mecanismos que associam a disbiose intestinal à patogênese e progressão da Doença de Parkinson. METODOLOGIA: Revisão integrativa de literatura nas bases PubMed, SciELO e Google Scholar, utilizando os descritores: “Doença de Parkinson”, “Disbiose” e “Microbiota intestinal”. Após a leitura integral de 17 artigos publicados entre 2014 e 2024, foram selecionados 10 com maior relevância científica, nos idiomas português, inglês e espanhol. RESULTADOS: Uma análise da literatura revela que a microbiota intestinal exerce funções fundamentais na homeostase do trato gastrointestinal e na regulação do sistema imunológico e neurológico. Sua composição, influenciada por fatores como dieta, idade, genética e uso de antibióticos, pode ser profundamente alterada em quadros de disbiose intestinal, com redução de bactérias benéficas (como Bifidobacteriaceae e Lactobacillales ) e aumento de espécies patogênicas (como Enterobacteriaceae e Clostridium ). Na Doença de Parkinson (DP), diversos estudos apontam alterações específicas na composição da microbiota, com destaque para a redução de bactérias produtoras de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como Roseburia e Faecalibacterium , e aumento de Akkermansia muciniphila , que degrada a mucina da camada de muco intestinal. Esse desequilíbrio compromete a integridade da barreira intestinal, promovendo uma condição conhecida como "intestino permeável", em quais toxinas e metabólitos bacterianos, como lipopolissacarídeos (LPS) e proteínas curli, atravessam a mucosa intestinal e transmitem a corrente sanguínea. A presença desses produtos microbianos no sangue ativa células do sistema imunológico e induz a liberação de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β, IL-6, IFN-γ), promovendo um estado inflamatório sistêmico. Esse ambiente favorece o dobramento anormal e a agregação de alfa-sinucleína, proteína central na fisiopatologia da DP, além de comprometer a barreira hematoencefálica (BHE), permitindo que essas substâncias neurotóxicas acessem o sistema nervoso central. Como consequência, ocorre a neuroinflamação e a morte progressiva dos neurônios dopaminérgicos na substância negra. Além da via hematogênica, a hipótese de Braak propõe que o acúmulo de alfa-sinucleína pode se iniciar no intestino e migrar para o cérebro via nervo vago, reforçando a ideia de que alterações intestinais podem preceder os sintomas motores da DP. Esses achados destacam a disbiose como um possível fator desencadeante ou modulador da doença, o que sugere novas perspectivas terapêuticas voltadas para a restauração do equilíbrio da microbiota intestinal. CONCLUSÃO: A disbiose intestinal contribui significativamente para o desenvolvimento e progressão da Doença de Parkinson, ao desencadear processos inflamatórios e favorecer a deposição de alfa-sinucleína no sistema nervoso central, reforçando a importância de estratégias que visem a manutenção da integridade da microbiota intestinal.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BAENA, Mariana Latrônico et al.. A CONEXÃO ENTRE DISBIOSE INTESTINAL E A DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1298808-A-CONEXAO-ENTRE-DISBIOSE-INTESTINAL-E-A-DOENCA-DE-PARKINSON--UMA-REVISAO-INTEGRATIVA. Acesso em: 22/05/2026

Trabalho

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