AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO VACINAL DA POPULAÇÃO INFANTIL ÀS MARGENS DO RIO SOLIMÕES: ESTUDO NAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA VILA DO JACARÉ E VILA DO CUIA

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO VACINAL DA POPULAÇÃO INFANTIL ÀS MARGENS DO RIO SOLIMÕES: ESTUDO NAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA VILA DO JACARÉ E VILA DO CUIA
Autores
  • Cecília Schimure Camargo
  • Alice Bazan de Magalhães
  • Juliana Conte Pessôa De Oliveira
  • Leticia Midori Michalawiski Yamaoka
  • Michelle Arrata Ramos
  • Maria Júlia Ferreira de Lima
  • Rafaela Yumi Teixeira Tabuti
  • Enzo Zanelato
  • Júlia Serbena Tedeschi
Modalidade
Resumo
Área temática
Originais em saúde coletiva
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1298782-avaliacao-da-situacao-vacinal-da-populacao-infantil-as-margens-do-rio-solimoes--estudo-nas-comunidades-ribeirinh
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Cobertura vacinal. Acesso à saúde. Amazônia brasileira.
Resumo
INTRODUÇÃO: O Brasil enfrenta declínio nas coberturas vacinais, agravado por hesitação vacinal, desinformação e desigualdades sociais. Em regiões remotas como a Amazônia, desafios são ampliados por limitações logísticas e infraestrutura precária. OBJETIVOS: Avaliar a situação vacinal e possíveis fatores associados à baixa cobertura, em crianças residentes nas comunidades ribeirinhas em áreas isoladas da Amazônia. METODOLOGIA: Estudo descritivo, transversal, com aplicação de questionários e análise das carteiras de vacinação. A população-alvo foi composta por indivíduos de 0 a 14 anos nas comunidades da Vila do Jacaré (Manacapuru) e da Vila do Cuia (Anamã), com uma amostra por conveniência. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE nº 89455325.9.0000.0103). RESULTADOS: Foram atendidas 31 crianças, 58,1% do sexo masculino, com idades de recém-nascidos a 14 anos. A cobertura vacinal completa foi observada em 67,7%, enquanto 32,3% apresentaram doses atrasadas, principalmente para Febre Amarela e COVID-19. Do ponto de vista socioeconômico, 86,7% das famílias tinham renda de até um salário mínimo, e 54,8% dos responsáveis tinham ensino médio completo ou incompleto. A renda era derivada principalmente de auxílios governamentais, pesca e agricultura de subsistência. A maioria das residências abrigava 4 a 5 pessoas, com apenas um provedor financeiro em 51,6% dos casos. Quanto ao acesso, 58,1% residiam a menos de 1 km da UBS, e 67,7% levavam menos de 15 minutos para chegar à unidade, utilizando canoas ou caminhando. Cerca de 61,3% demonstraram conhecimento satisfatório sobre vacinação, e 100% concordaram com a importância da imunização infantil. Associações entre situação vacinal e variáveis sociodemográficas não alcançaram significância estatística (teste de Fisher, p > 0,05), possivelmente devido ao pequeno tamanho amostral e à homogeneidade socioeconômica. CONCLUSÃO: O estudo indicou adesão vacinal abaixo das metas desejadas, porém frente a vulnerabilidades socioeconômicas da população, relativamente satisfatória. A atuação da Atenção Primária, aliada à exigência do calendário vacinal para programas sociais como o Bolsa Família, podem ter contribuído positivamente para a cobertura. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias educativas contínuas, fortalecimento da atenção primária e aprimoramento logístico para ampliar a cobertura vacinal e reduzir as iniquidades em saúde nas populações ribeirinhas da Amazônia.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CAMARGO, Cecília Schimure et al.. AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO VACINAL DA POPULAÇÃO INFANTIL ÀS MARGENS DO RIO SOLIMÕES: ESTUDO NAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA VILA DO JACARÉ E VILA DO CUIA.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1298782-AVALIACAO-DA-SITUACAO-VACINAL-DA-POPULACAO-INFANTIL-AS-MARGENS-DO-RIO-SOLIMOES--ESTUDO-NAS-COMUNIDADES-RIBEIRINH. Acesso em: 22/05/2026

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