DESAFIOS EPIDEMIOLÓGICOS DO MELANOMA EM IDOSOS COM IDADE AVANÇADA

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
DESAFIOS EPIDEMIOLÓGICOS DO MELANOMA EM IDOSOS COM IDADE AVANÇADA
Autores
  • Christina Wosch Brochonski
  • Paula Castilho San Martin Navarro
  • Kátia Sheylla Malta Purim
  • Leandro Carvalho Ribeiro
Modalidade
Resumo
Área temática
Epidemiológico
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1298347-desafios-epidemiologicos-do-melanoma-em-idosos-com-idade-avancada
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Melanoma, Epidemiologia, Idoso de 80 anos ou mais
Resumo
INTRODUÇÃO: Melanoma é um câncer de alta letalidade cuja incidência cresce mundialmente. Em pessoas super idosas (≥ 80 anos), há barreiras adicionais ao diagnóstico: imunossenescência, frequência de lesões cutâneas, comorbidades e menor procura por atendimento precoce, fatores que favorecem piores desfechos. Pouco se sabe sobre o melanoma neste público. OBJETIVOS: Analisar o perfil epidemiológico de super idosos diagnosticados com melanoma e discutir os principais desafios de seu diagnóstico e acompanhamento ao longo do período de 2005 a 2022. METODOLOGIA: Estudo retrospectivo realizado a partir de registros hospitalares e dados epidemiológicos de câncer do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba (PR), entre 2005 e 2022, de portadores de melanoma com idade ≥ 80 anos. RESULTADOS: Dentre os 149 casos confirmados de melanoma, 92 eram mulheres com idade média de 84,8 anos, todas autodeclaradas brancas, com predomínio de viúvas (53,1%) e residentes em Curitiba (53,8%). Observou-se baixa escolaridade, prevalecendo o ensino fundamental incompleto (54,2%) e ausência de informações sobre histórico familiar e hábitos de vida na maioria dos registros. As localizações tumorais de melanoma mais frequentes foram pele (76,9%) e vulva (5,5%). Houve pico de diagnósticos em 2018, sugerindo melhora no rastreio e na estrutura do serviço, entretanto ocorreu redução importante nos anos subsequentes, provavelmente relacionada à demanda reprimida pela pandemia de COVID-19. As mulheres obtiveram tendências distintas aos homens. Estes, embora em menor número, apresentaram diagnósticos em estágios mais avançados, o que aponta desigualdades de assistência na saúde do idoso e de prognóstico entre os sexos. CONCLUSÃO: Portadores de melanoma com idade avançada apresentam vulnerabilidades associadas à baixa escolaridade, lacunas em informações clínicas e atrasos no tratamento, agravadas por fatores contextuais como pandemia e subdiagnóstico. Estratégias específicas de rastreio, educação em saúde e protocolos adaptados à realidade da população longeva são essenciais para reduzir atrasos, garantir diagnóstico precoce e melhorar a sobrevida.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BROCHONSKI, Christina Wosch et al.. DESAFIOS EPIDEMIOLÓGICOS DO MELANOMA EM IDOSOS COM IDADE AVANÇADA.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1298347-DESAFIOS-EPIDEMIOLOGICOS-DO-MELANOMA-EM-IDOSOS-COM-IDADE-AVANCADA. Acesso em: 23/05/2026

Trabalho

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