INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NA ÚLTIMA DÉCADA NO BRASIL: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E TENDÊNCIAS REGIONAIS

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NA ÚLTIMA DÉCADA NO BRASIL: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E TENDÊNCIAS REGIONAIS
Autores
  • Mariana Eleni Trovão
  • Luka David Lechinewski
  • Paulo Ricardo Franciozi Gois
Modalidade
Resumo
Área temática
Epidemiológico
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1297946-infarto-agudo-do-miocardio-na-ultima-decada-no-brasil--evolucao-historica-e-tendencias-regionais
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Infarto Agudo do Miocárdio, Mortalidade, Acesso à saúde.
Resumo
INTRODUÇÃO: O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, sendo responsável por aproximadamente 300 a 400 mil óbitos anuais no país e 17,9 milhões globalmente. Embora avanços terapêuticos e estratégias de prevenção tenham reduzido a mortalidade no Brasil, essa queda ainda é menos intensa comparada a países desenvolvidos, onde reduções anuais variam de 3 a 4% nos Estados Unidos e 2 a 5% na Europa, contra aproximadamente 1,7% no Brasil. A despeito de centros cardiológicos de referência, como o Incor, suspeita-se que a alta mortalidade decorra de disparidades regionais no acesso a serviços especializados, como emergência, hemodinâmica, cardiologia intervencionista, unidades de terapia intensiva e profissionais capacitados. A análise regional da mortalidade por IAM permite compreender essas desigualdades e orientar políticas públicas mais eficazes. OBJETIVOS: Este estudo tem como objetivo analisar a evolução da mortalidade por IAM no Brasil entre 2015 e 2024, comparando regiões para evidenciar possíveis disparidades no acesso à assistência médica. METODOLOGIA: Estudo ecológico, descritivo, retrospectivo e quantitativo, com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), via DATASUS, de janeiro/2015 a dezembro/2024. Consideraram-se óbitos com causa básica IAM (CID-10: I21), estratificados por região. As variáveis incluíram número absoluto de óbitos e mortalidade por 100 mil habitantes, conforme disponibilizados pela plataforma. Por se tratar de dados públicos e anônimos, não foi necessária submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS: Entre 2015 e 2024, registraram-se 130.153 óbitos por IAM no Brasil. Em 2015, o maior número absoluto ocorreu no Sudeste (5.862) e o menor no Norte (549). Em 2024, Sudeste manteve o maior número (6.657), e Norte, o menor (582). A taxa de mortalidade média nacional variou de 11,80 para 7,65/100 mil habitantes, queda de 35,17%. O maior decréscimo proporcional foi observado no Centro-Oeste (-47,14%), e o menor no Nordeste (-31,85%). As menores taxas médias ocorreram no Centro-Oeste (8,27) e Sul (8,93), enquanto Norte (10,11) e Nordeste (10,92) mantiveram médias mais elevadas, com picos em anos específicos. A mortalidade no Norte foi 7,1% superior à no Sudeste (9,44). CONCLUSÃO: Com base na análise desse estudo, é evidente uma redução na taxa de mortalidade por IAM no Brasil na última década, atribuída à implementação de protocolos de atendimento rápido, descentralização da urgência, maior uso de medicamentos redutores de mortalidade (estatinas potentes e inibidores de P2Y12), maior acesso à angioplastia primária e trombólise, e campanhas educativas para o reconhecimento precoce dos sintomas. A prevenção primária também contribuiu, com melhor controle de multimorbidades de risco cardiovascular, por programas como o HiperDia e ações de promoção da saúde, como combate ao tabagismo e incentivo a hábitos saudáveis. Entretanto, a persistência de altas taxas no Norte e Nordeste revela desigualdade no acesso a serviços especializados e barreiras logísticas, especialmente em áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas da Amazônia. Essas disparidades evidenciam a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a rede de atenção cardiovascular nas regiões mais vulneráveis, priorizando o acesso equitativo ao diagnóstico precoce, ao tratamento intervencionista e ao suporte intensivo.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TROVÃO, Mariana Eleni; LECHINEWSKI, Luka David; GOIS, Paulo Ricardo Franciozi. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NA ÚLTIMA DÉCADA NO BRASIL: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E TENDÊNCIAS REGIONAIS.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1297946-INFARTO-AGUDO-DO-MIOCARDIO-NA-ULTIMA-DECADA-NO-BRASIL--EVOLUCAO-HISTORICA-E-TENDENCIAS-REGIONAIS. Acesso em: 16/05/2026

Trabalho

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