O CORAÇÃO PODE SE REGENERAR? DA ANATOMIA E HISTOFISIOLOGIA AO PROCESSO TERAPÊUTICO NO MIOCÁRDIO PÓS-ISQUÊMICO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
O CORAÇÃO PODE SE REGENERAR? DA ANATOMIA E HISTOFISIOLOGIA AO PROCESSO TERAPÊUTICO NO MIOCÁRDIO PÓS-ISQUÊMICO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Autores
  • Isabelle Aimée Klabunde
  • Ana Júlia Carvalho Oliveira
  • Eduarda Borer
  • Yasmim Ribeiro
  • Irlena Monica Wisniewska De Moura
  • Fernanda Ritt de Souza
  • Camila Akemi
  • Manuela Lopes Froehlich
Modalidade
Resumo
Área temática
Iniciantes II
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1297431-o-coracao-pode-se-regenerar-da-anatomia-e-histofisiologia-ao-processo-terapeutico-no-miocardio-pos-isquemico--u
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Isquemia miocárdica, Regeneração, Pesquisa com Células-Tronco
Resumo
INTRODUÇÃO: Com os avanços da medicina, as doenças crônico-degenerativas, especialmente as cardiovasculares, tornaram-se as principais causas de morte, substituindo as infecto-contagiosas. Entender a anatomia e histofisiologia cardíaca é necessário para uma melhor compreensão dessas condições. O infarto agudo do miocárdio (IAM) destaca-se como principal causa de óbito no Brasil e, junto com a insuficiência cardíaca crônica (ICC), é responsável por elevada morbimortalidade, pois provoca dano irreversível ao miocárdio. Esse cenário estimula pesquisas em terapias regenerativas, com destaque para células-tronco, que parecem ser capazes de recuperar a função estrutural do tecido lesionado. OBJETIVOS: Destacar aspectos anatômicos e histofisiológicos cardíacos, bem como revisar possíveis tratamentos para o miocárdio infartado e verificar sua potencialidade de regeneração tecidual baseado especialmente em avanços recentes de terapias com células-tronco. METODOLOGIA: Nesta revisão bibliográfica foram utilizados 24 artigos publicados nos últimos 5 anos e indexados nas bases de dados PubMed, Scielo, Elicit e Google acadêmico. Utilizou-se descritores nas línguas português e inglês, sendo eles: “Regeneração Cardíaca”, ”Infarto do Miocárdio”, “Insuficiência Cardíaca”, “Pesquisa com Células-Tronco”, “Anatomia Cardíaca”, “Histologia Cardíaca” e “Fisiologia Cardíaca”. RESULTADOS: O coração, órgão vital formado por 4 câmaras, é responsável pelo bombeamento sanguíneo para todo o corpo; histologicamente possui 3 camadas, endocárdio, miocárdio (parede muscular) e epicárdio. O comprometimento do coração por doenças isquêmicas, como IAM e ICC, diagnosticadas, principalmente, por eletrocardiograma e ecocardiograma, respectivamente, pode resultar em alterações histofisiológicas incompatíveis com a funcionalidade do órgão, visto que frequentemente evolui para a perda das bandas de contração do miocárdio e então, necrose tecidual. A capacidade de regeneração extremamente limitada do tecido leva à formação de fibrose cicatricial, o que impede sua contratilidade. Dentre as terapias celulares, destacam-se as células-tronco mesenquimais (MSC), que são capazes de regular a resposta inflamatória, reduzir a fibrose e estimular a angiogênese. As repercussões clínicas analisadas nesta terapia são: aumento significativo da fração de ejeção, reorganização das fibras colágenas, normalização da atividade elétrica cardíaca e melhora da perfusão tecidual nos pacientes. Uma técnica que permite a implantação dessas células é a cárdio-omentopexia, que consiste na utilização do omento maior como fonte de células-tronco ao tecido, promovendo maior vascularização da área isquêmica e favorecendo a integração celular ao tecido cardíaco. Apesar dos benefícios relatados, a eficácia clínica permanece incerta devido à heterogeneidade dos protocolos, falta de clareza dos reais efeitos e variações no tipo celular empregado. Tais achados reforçam a necessidade de estudos mais padronizados e de longo prazo para validar essa aplicabilidade terapêutica. CONCLUSÃO: O coração é um órgão complexo anatomicamente que bombeia todo o sangue. Ele é formado basicamente por epicárdio, miocárdio e endocárdio, que quando acometidos por IAM ou ICC sofrem necrose tecidual. Devido à restrita condição de regeneração cardíaca, terapias com células-tronco e cárdio-omentopexia demonstram ser promissoras. Porém, as discrepâncias quanto à eficácia real do tratamento e a falta de padronização das pesquisas sobre o tema representam um grande desafio para a aplicação dessa intervenção.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

KLABUNDE, Isabelle Aimée et al.. O CORAÇÃO PODE SE REGENERAR? DA ANATOMIA E HISTOFISIOLOGIA AO PROCESSO TERAPÊUTICO NO MIOCÁRDIO PÓS-ISQUÊMICO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1297431-O-CORACAO-PODE-SE-REGENERAR-DA-ANATOMIA-E-HISTOFISIOLOGIA-AO-PROCESSO-TERAPEUTICO-NO-MIOCARDIO-POS-ISQUEMICO--U. Acesso em: 22/05/2026

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