VITILIGO, SISTEMA IMUNE E CÂNCER DE PELE: IMPLICAÇÕES IMUNOLÓGICAS NA MODULAÇÃO DE RISCO

Publicado em 20/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2354-2

Título do Trabalho
VITILIGO, SISTEMA IMUNE E CÂNCER DE PELE: IMPLICAÇÕES IMUNOLÓGICAS NA MODULAÇÃO DE RISCO
Autores
  • Ana Júlia Carvalho Oliveira
  • Júlia Gabrielly de Souza Nogueira
  • leonardo shigueo prezoto
  • Irlena Monica Wisniewska De Moura
Modalidade
Resumo
Área temática
Iniciantes II
Data de Publicação
20/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1297010-vitiligo-sistema-imune-e-cancer-de-pele--implicacoes-imunologicas-na-modulacao-de-risco
ISBN
978-65-272-2354-2
Palavras-Chave
Vitiligo, Neoplasias cutâneas, Fototerapia
Resumo
INTRODUÇÃO: O vitiligo é uma doença autoimune caracterizada pela destruição dos melanócitos, resultando em máculas acrômicas. Apesar da ausência de melanina estar classicamente associada a maior risco de carcinogênese cutânea, evidências recentes sugerem que pacientes com vitiligo podem apresentar risco reduzido para câncer de pele. Essa proteção parece estar relacionada a mecanismos imunológicos. No entanto, o uso da fototerapia, modalidade terapêutica eficaz para o vitiligo, levanta questionamentos quanto ao seu impacto no risco oncológico devido à modulação do sistema imune. OBJETIVOS: Analisar os mecanismos imunológicos envolvidos no vitiligo e sua associação com o desenvolvimento de câncer de pele, além de avaliar o impacto da fototerapia nesse contexto. METODOLOGIA: Revisão narrativa da literatura buscando revisões, revisões sistemáticas, meta-análises e estudos observacionais relacionados ao tema em português e inglês publicados entre 2020 e 2025, utilizando os descritores “vitiligo”, “immune system”, “skin neoplasms” e “phototherapy” nas bases de dados PubMed, ProQuest e Elsevier. RESULTADOS: Incluíram-se 27 artigos. A literatura aponta que o aumento de linfócitos T citotóxicos (CD8+) e citocinas pró-inflamatórias, como IFN-γ e TNF-α, desempenham papel central na destruição dos melanócitos, bem como a regulação negativa de linfócitos T reguladores. Paradoxalmente, essa hiperatividade imunológica parece conferir proteção contra melanoma e carcinomas cutâneos, criando um microambiente de ataque às células epidérmicas e evitando progressão de células neoplásicas. De 4 estudos analisados, 3 demonstraram risco significativamente menor de câncer de pele em pacientes com vitiligo, enquanto 1 não identificou diferença significativa. A fototerapia é o padrão-ouro para tratamento do vitiligo, principalmente a radiação ultravioleta tipo B de banda estreita (UVB-NB), com ação imunomoduladora em pacientes com vitiligo: apoptose de linfócitos T, regulação negativa de citocinas pró-inflamatórias e regulação positiva de linfócitos T reguladores. 7 estudos foram analisados: 1 artigo sugeriu maior risco de pacientes com vitiligo desenvolverem câncer de pele em uso de fototerapia e 6 não. CONCLUSÃO: Linfócitos TCD8+ e citocinas pró-inflamatórias são componentes importantes na patogênese do vitiligo. A hiperatividade imunológica parece reduzir o risco de câncer de pele nesses indivíduos. Embora a fototerapia module o sistema imune, pacientes com vitiligo que a utilizam parecem não apresentar risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de pele, indicando influência de outras proteções.
Título do Evento
Conciam
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Conciam
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Ana Júlia Carvalho et al.. VITILIGO, SISTEMA IMUNE E CÂNCER DE PELE: IMPLICAÇÕES IMUNOLÓGICAS NA MODULAÇÃO DE RISCO.. In: Anais do Conciam. Anais...Curitiba(PR) AMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conciam-523357/1297010-VITILIGO-SISTEMA-IMUNE-E-CANCER-DE-PELE--IMPLICACOES-IMUNOLOGICAS-NA-MODULACAO-DE-RISCO. Acesso em: 22/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes