A CORRELAÇÃO ENTRE SÍNDROME METABÓLICA E HIPOGONADISMO GONADOTRÓFICO

Publicado em 27/01/2023 - ISBN: 978-85-5722-552-7

Título do Trabalho
A CORRELAÇÃO ENTRE SÍNDROME METABÓLICA E HIPOGONADISMO GONADOTRÓFICO
Autores
  • Maria Beatriz Veiga Moreira Lima
  • Gabriel de Carvalho Moreira
  • Gabriel Lúcio Duarte Freitas
  • Jose Mauricio Meneses Meneses Dantas Bandeira
  • Gabriel Pereira Roque de Barros
Modalidade
Resumo
Área temática
Geral
Data de Publicação
27/01/2023
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/comaae2022/586504-a-correlacao-entre-sindrome-metabolica-e--hipogonadismo-gonadotrofico
ISBN
978-85-5722-552-7
Palavras-Chave
Hipogonadismo, Obesidade, Síndrome Metabólica, Testosterona.
Resumo
Introdução: A Síndrome Metabólica é um transtorno caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e fatores de risco, os quais geram prejuízos sistêmicos, em especial na metabolização de lipídios, resposta insulínica, sistemas cardiovascular, endócrino e gênito-urinário1. A interação bilateral entre o Hipogonadismo e a Obesidade tem o acrômio de MOSH (Male Obesity- associated Secondary Hypogonadism), em que o excesso de massa corporal ocasiona o déficit de testosterona2. Nesse ínterim, o Hipogonadismo masculino resulta da queda do hormônio androgênico, que pode ser primário, caso afetem as células de Leydig ou secundário em disfunção do eixo hipotalâmico-hipofisário, com alta prevalência em homens de idade avançada e portadores de múltiplas comorbidades3. Assim, as alterações nos hormônios sexuais, possuem impacto significativo na qualidade de vida, em que considerável número de pacientes que procura o serviço médico o faz mais por estas complicações do que pela Síndrome Metabólica propriamente dita, pelos fatores relacionados às disfunções sexuais, como: falta de libido, impotência sexual, alterações no orgasmo e ejaculação retardada4. Desse modo, por ser o Hipogonadismo uma condição subdiagnosticada na maioria dos casos e com aumento expressivo nos últimos 10 anos5, o estudo visa aprofundar a relação entre a Síndrome Metabólica e as repercussões deletérias no eixo gonadal. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura nas bases de dados Medline (via Pubmed), LILACS (via BVS) e Scielo. A pesquisa foi feita com base na estratégia de busca pelos descritores (DECS E MESH) e termos livres “Hypogonadism”, “Obesity” e “Testosterone”, com auxílio do operador boleano e filtro para artigos entre 2010 e 2022. Com base nas pesquisas foram encontrados 246 artigos, dos quais 158 foram excluídos pelo título, 46 pelo resumo e 34 por texto completo; de forma a serem utilizados 8 artigos para compor a revisão. Resultados: Estudos demonstram que a Síndrome Metabólica determina risco para outras afecções crônicas como: Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica, Insuficiências Cardíacas e Deficiências Androgênicas, como o Hipogonadismo6. Ademais, fora sugerido que o risco de desenvolver Hipogonadismo Central em homens é 8 vezes maior com IMC > 30 kg/m2, por associar três grandes fatores de risco: o hiperestrogenismo, a endotoxemia metabólica e a hiperleptinemia e induzir falência testicular em produzir níveis fisiológicos de testosterona, levando à perda da função gonadal, por ruptura do eixo hipotalâmico-hipofisário-tireoidiano em algum nível7. Desse modo, o excesso de peso corpóreo está relacionado de forma negativa com os níveis de testosterona livre, independentemente da idade, sendo a correlação quase exclusivamente determinada pela gordura abdominal8. Conclusão: Portanto, o Hipogonadismo e o excesso de peso estão intimamente relacionados, devendo-se efetivar a melhora significativa dos indicadores de peso corporal, circunferência abdominal e IMC, redução dos níveis de colesterol total, colesterol LDL, triglicerídeos, glicemia de jejum, HbA1c (hemoglobina glicada) e pressão arterial, como propedêutica para redução dos sintomas do Hipogonadismo. Dessa forma, a perda de peso por meio da mudança do estilo de vida associada ao complemento farmacológico ou métodos como a cirurgia bariátrica, quando necessários, podem gerar o aumento dos níveis de testosterona e reverter o quadro de MOSH.
Título do Evento
III Congresso Médico Acadêmico Albert Einstein
Cidade do Evento
São Paulo
Título dos Anais do Evento
Anais do Terceiro Congresso Médico Acadêmico Albert Einstein
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Maria Beatriz Veiga Moreira et al.. A CORRELAÇÃO ENTRE SÍNDROME METABÓLICA E HIPOGONADISMO GONADOTRÓFICO.. In: Anais do Terceiro Congresso Médico Acadêmico Albert Einstein. Anais...São Paulo(SP) FICSAE - Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, 2022. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/comaae2022/586504-A-CORRELACAO-ENTRE-SINDROME-METABOLICA-E--HIPOGONADISMO-GONADOTROFICO. Acesso em: 03/04/2026

Trabalho

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