PAISAGEM CULTURAL EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: PENSANDO A GESTÃO DE SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PAISAGEM CULTURAL EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: PENSANDO A GESTÃO DE SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS
Autores
  • Bruno Vinícius da Silva Souza
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1483350-paisagem-cultural-em-unidades-de-conservacao--pensando-a-gestao-de-sitios-arqueologicos
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem cultural, Unidades de Conservação, Patrimônio arqueológico
Resumo
Unidades de Conservação são Áreas Protegidas, com limites definidos, criadas com objetivos relacionados à conservação socioambiental. São amostras de territórios e maretórios que possuem atributos naturais, geomorfológicos, espelelógicos e arqueológicos de grande relevância. E, sobretudo, são locais de presenças humanas. No Brasil, atualmente são 334 Unidades de Conservação Federais, geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio. A Lei 9.985/200, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o SNUC. É a legislação que rege a gestão destes locais e contém diretrizes e objetivos relacionados à gestão dos diversos atributos, naturais, físicos e culturais. Com isso, entende-se que estas áreas protegidas são a (i)materialização dos conceitos relacionados às paisagens culturais, possuindo estreita consonância com o campo da arqueologia de paisagem que busca compreender, de modo multidisciplinar, a relação dos seres humanos com seus ambientes. Porém, na prática de gestão dos parques, reservas biológicas, reservas extrativistas, nota-se ainda um paradigma relacionado ao dualismo natureza e cultura. A categorização de UCs, inclusive, demonstra essa dualidade ao estabelecer a existência de áreas protegidas com e sem a presença humana, apesar dos inegáveis vestígios de ocupações e usos. Neste contexto, os sítios arqueológicos ainda são pouco estudados e possuem poucas diretrizes para a gestão. Esta percepção pode ser observada a partir da análise de Planos de Manejo. Estes são instrumentos criados para nortear, de forma estratégica e operacional, uma gestão para resultados, ou seja, efetiva. Um estudo, realizado em 2021, analisou planos de manejo de UCs no Mosaico do Espinhaço Meridional em Minas Gerais e demonstrou pouco conhecimento científico destas paisagens culturais. Os sítios arqueológicos registrados como elementos físicos destacados das paisagens onde se inserem e dos usos históricos e atuais. Os sítios arqueológicos são considerados, nestes documentos, locais que apenas precisam ser protegidos e visitados. Com isso, o noção arqueológica de paisagem cultural se esvazia na práxis do preservacionismo. Este cenário vem se alterando e atualmente estratégias interinstitucionais têm sido adotadas para considerar que as Unidades de Conservação são locais de múltiplas existências e relações. Acordos recentes envolvem o Ministério Público Federal e o Instituto de Patrimônio Histórico Nacional e foram firmados para o reconhecimento destes espaços como construções culturais. Entre as ações previstas estão a realização de novos estudos arqueológicos, a gestão participativa e os direitos da autodeterminação dos povos e comunidades tradicionais, considerando as naturezas do ser, dos saberes e fazeres. Planos específicos de gestão dos sítios arqueológicos também surgem como possibilidades que possam mudar este cenário e e minimizar as ameaças advindas dos usos predatórios, como visitações desordenadas e exploração minerária.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Bruno Vinícius da Silva. PAISAGEM CULTURAL EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: PENSANDO A GESTÃO DE SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1483350-PAISAGEM-CULTURAL-EM-UNIDADES-DE-CONSERVACAO--PENSANDO-A-GESTAO-DE-SITIOS-ARQUEOLOGICOS. Acesso em: 31/08/2026

Trabalho

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