PAISAGEM CULTURAL DAS MISSÕES JESUÍTICO-GUARANI NO RIO GRANDE DO SUL: GOVERNANÇA PATRIMONIAL E DESAFIOS DAS POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

DOI
10.29327/9786527226109.1482780  
Título do Trabalho
PAISAGEM CULTURAL DAS MISSÕES JESUÍTICO-GUARANI NO RIO GRANDE DO SUL: GOVERNANÇA PATRIMONIAL E DESAFIOS DAS POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO
Autores
  • Darlan De Mamann Marchi
  • Adriane Borda
  • Sandro Martinez Conceição
  • Monica Veiga
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1482780-paisagem-cultural-das-missoes-jesuitico-guarani-no-rio-grande-do-sul--governanca-patrimonial-e-desafios-das-poli
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
paisagem cultural; Missões Jesuíticas-Guarani; patrimonialização; políticas de patrimônio; governança patrimonial.
Resumo
A paisagem cultural das Missões Jesuítico-Guarani, no noroeste do Rio Grande do Sul, constitui um território patrimonial complexo, formado por remanescentes arquitetônicos e arqueológicos, sucessivas camadas de reconhecimento institucional e múltiplos significados atribuídos por diferentes grupos sociais. Em 2009, o IPHAN instituiu o Parque Histórico Nacional das Missões, buscando articular a gestão integrada dos quatro sítios tombados em nível federal, situados nos municípios de São Miguel das Missões, São Nicolau, São Luiz Gonzaga e Entre-Ijuís. A preservação das referências culturais materiais e imateriais associadas ao passado jesuítico-indígena mobiliza instrumentos de proteção em diferentes escalas institucionais e envolve disputas simbólicas, demandas comunitárias, interesses turísticos e expectativas de desenvolvimento regional. Nesse contexto, o presente trabalho discute desafios contemporâneos das políticas públicas de patrimônio a partir das ações do Programa Canteiro Modelo de Conservação das Missões, desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal de Pelotas e o IPHAN. O estudo toma o patrimônio missioneiro como chave analítica para compreender tensões entre preservação, gestão e projeto territorial. Busca-se analisar, em perspectiva crítica, como diferentes atores institucionais e comunitários percebem entraves e potencialidades da governança patrimonial na região, identificando limites do arranjo atual de gestão e possibilidades de estratégias mais integradas, participativas e territorialmente sensíveis. A pesquisa adota abordagem qualitativa, baseada em escutas com gestores municipais, representantes de órgãos federais de preservação e lideranças indígenas Mbyá Guarani, complementadas por observações de campo e registros produzidos nas atividades do Canteiro Modelo. A interpretação dialoga com debates sobre gestão da paisagem cultural e com a crítica ao discurso autorizado do patrimônio, especialmente no que se refere à centralidade historicamente atribuída à materialidade monumental em detrimento de outras formas de pertencimento, memória e uso social do território. Resultados preliminares indicam que a paisagem missioneira não pode ser compreendida apenas como conjunto de ruínas ou sítios isolados, mas como território vivo, atravessado por conflitos, negociações e assimetrias entre escalas institucionais. Evidenciam-se desafios estruturais relacionados à fragmentação das políticas públicas, à limitação de recursos e à descontinuidade das ações de salvaguarda, bem como à dificuldade de incorporar de forma efetiva as demandas das comunidades locais e indígenas nos processos decisórios. Ao mesmo tempo, despontam possibilidades vinculadas à ampliação da educação patrimonial, à formação técnica local e ao fortalecimento de mediações culturais e de articulações interinstitucionais. Argumenta-se que a preservação da paisagem cultural missioneira demanda o deslocamento de modelos centrados exclusivamente na conservação material para abordagens de governança compartilhada, capazes de articular patrimônio edificado, territorialidade indígena, uso social e desenvolvimento regional. Nesse sentido, o trabalho aponta para a necessidade de mecanismos interfederativos e participativos de gestão, capazes de produzir políticas patrimoniais mais inclusivas e sensíveis à complexidade do território das Missões.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

MARCHI, Darlan De Mamann et al.. PAISAGEM CULTURAL DAS MISSÕES JESUÍTICO-GUARANI NO RIO GRANDE DO SUL: GOVERNANÇA PATRIMONIAL E DESAFIOS DAS POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1482780-PAISAGEM-CULTURAL-DAS-MISSOES-JESUITICO-GUARANI-NO-RIO-GRANDE-DO-SUL--GOVERNANCA-PATRIMONIAL-E-DESAFIOS-DAS-POLI. Acesso em: 31/08/2026

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