ENTRE A TERRA E A ÁGUA: O BARRO COMO OPERADOR SIMBÓLICO DA PAISAGEM CULTURAL

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

DOI
10.29327/9786527226109.1478682  
Título do Trabalho
ENTRE A TERRA E A ÁGUA: O BARRO COMO OPERADOR SIMBÓLICO DA PAISAGEM CULTURAL
Autores
  • Gustavo Teodoro de Assis
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1478682-entre-a-terra-e-a-agua--o-barro-como-operador-simbolico-da-paisagem-cultural
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
paisagem cultural; materialidade; corpo; performance; anima mundi
Resumo
A centralidade da dimensão visível na compreensão da paisagem cultural tende a obscurecer as relações simbólicas e relacionais que também a constituem. Este artigo propõe tomar o barro como operador simbólico da paisagem cultural, explorando sua condição liminar entre terra e água como fio condutor de uma análise voltada a formas de patrimônio que escapam aos regimes de visibilidade, com o objetivo de repensar a paisagem para além de sua fixação em formas visíveis e duráveis. O artigo articula uma abordagem qualitativa de caráter ensaístico, mobilizando análise de obras literárias, práticas artísticas e referenciais teóricos como modos de acesso a dimensões sensíveis e relacionais da paisagem. A partir do pensamento de Ingold e de Bispo dos Santos, propõe-se que habitar a paisagem é participar de sua formação. Em diálogo com Evaristo e Vieira Junior, examina-se como a materialidade do território pode inscrever pertencimento, ser negada como direito ou vivida como ferida no corpo. Em seguida, o barro é articulado ao simbólico a partir da figura de Nanã, orixá da cosmologia iorubá, e ao trabalho de Tostes. A conclusão propõe que o conceito de paisagem cultural requer o reconhecimento de uma interioridade nas coisas, capaz de interpelar e devolver o olhar. Preservar uma paisagem viva, nesse sentido, não implica fixá-la em formas duráveis, mas sustentar as condições relacionais e experienciais para que siga sendo produzida, o que demanda uma reavaliação dos critérios e instrumentos de proteção do patrimônio cultural para além do registro visível e estável.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

ASSIS, Gustavo Teodoro de. ENTRE A TERRA E A ÁGUA: O BARRO COMO OPERADOR SIMBÓLICO DA PAISAGEM CULTURAL.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1478682-ENTRE-A-TERRA-E-A-AGUA--O-BARRO-COMO-OPERADOR-SIMBOLICO-DA-PAISAGEM-CULTURAL. Acesso em: 23/08/2026

Trabalho

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