A INVESTIGAÇÃO DA PAISAGEM CULTURAL DO CARIRI CEARENSE E A PROPOSIÇÃO DO MUSEU DE TERRITÓRIO DA REGIÃO

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
A INVESTIGAÇÃO DA PAISAGEM CULTURAL DO CARIRI CEARENSE E A PROPOSIÇÃO DO MUSEU DE TERRITÓRIO DA REGIÃO
Autores
  • Rômulo Pinheiro Mariano
  • PAULO WENDELL ALVES DE OLIVEIRA
  • Igor Cardoso Tavares Nobre
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1470126-a-investigacao-da-paisagem-cultural-do-cariri-cearense-e-a-proposicao-do-museu-de-territorio-da-regiao
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem Cultural, Patrimônio Cultural, Museu de Território, Cariri, Pertencimento
Resumo
A região do Cariri, localizada no sul do Ceará, sempre foi um território extremamente rico do ponto de vista cultural e ambiental. São inúmeras as formas como esta cultura se manifesta e é perpetuada através das tradições do seu povo que, costumeiramente, sempre nutriu sentimentos muito fortes de pertencimento, de identificação e de cuidado para com o seu lugar. Entretanto, nas últimas duas décadas um fenômeno vem contribuindo para a minoração de tais sentimentos e, consequentemente, para que a região sofra um processo de desterritorialização e de descaracterização do seu patrimônio ambiental: a vertiginosa expansão urbana das cidades que compõem a sua região metropolitana, sobretudo das cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. É neste contexto, portanto, em que este trabalho – já iniciado em algumas comunidades – se insere, buscando investigar a paisagem cultural da região junto aos seus sujeitos, a fim de que, através da escuta, reúnam-se os elementos necessários para a proposição de um museu de território para a região, como forma de, concomitantemente, preservar a cultura, os costumes, os saberes e os fazeres locais, através de um plano de musealização, e assegurar os meios e as ferramentas necessárias para viabilizar o desenvolvimento social – e sustentável – das comunidades. Para tanto, através das oficinas realizadas em campo, os sujeitos de cada uma dessas comunidades, enquanto os reais protagonistas dessa proposta, norteiam, através dos seus relatos, os bens materiais e imateriais que devem vir a ser inventariados no processo de musealização. Todo esse processo envolve uma série de idas e vindas às comunidades, numa sequência que envolve escuta; levantamento de dados; tratamento de dados; elaboração, validação, revisão e revalidação de propostas, de tal forma que o produto final da realização deste trabalho esteja livre de quaisquer anseios ou demandas que não representem, em sua completude, aquilo que as comunidades entendem por seu patrimônio. Com isso, o que se espera é que os sujeitos das comunidades trabalhadas tenham o sentimento de pertencimento para com o seu território, que já lhes é intrínseco, intensificado. Desta forma, através da coletividade e enquanto comunidade, eles poderão ser os gestores do seu próprio território, de posse dos instrumentos necessários para defende-lo de qualquer intervenção não desejada ou, de igual modo, para reivindicar aquelas que julguem necessárias. Diante do que fora exposto, em conclusão, percebe-se que tudo o que as comunidades trabalhadas precisam já encontra-se lá, em seu território e em cada um dos seus sujeitos, ou seja, não há nada que deva ser levado para lá por agentes externos – acadêmicos, no caso – que já não esteja presente. O papel que é desempenhado aqui é, portanto, o da evidenciação e o da conscientização acerca das potencialidades que o Cariri tem para se desenvolver de forma sustentável e segundo os preceitos que o seu povo, e não uma oligarquia, julgue adequados, respeitando a sua memória e o seu patrimônio, seja ele cultural, natural ou edificado.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MARIANO, Rômulo Pinheiro; OLIVEIRA, PAULO WENDELL ALVES DE; NOBRE, Igor Cardoso Tavares. A INVESTIGAÇÃO DA PAISAGEM CULTURAL DO CARIRI CEARENSE E A PROPOSIÇÃO DO MUSEU DE TERRITÓRIO DA REGIÃO.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1470126-A-INVESTIGACAO-DA-PAISAGEM-CULTURAL-DO-CARIRI-CEARENSE-E-A-PROPOSICAO-DO-MUSEU-DE-TERRITORIO-DA-REGIAO. Acesso em: 15/08/2026

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