PAISAGEM CULTURAL E ACESSIBILIDADE: PROJETO INCLUSIVO NAS TRILHAS INTERPRETATIVAS DO ECOMUSEU DR. AGOBAR FAGUNDES

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PAISAGEM CULTURAL E ACESSIBILIDADE: PROJETO INCLUSIVO NAS TRILHAS INTERPRETATIVAS DO ECOMUSEU DR. AGOBAR FAGUNDES
Autores
  • Fernanda Aidê Seganfredo do Canto
  • Valda De Oliveira Fagundes
  • Franciele Vieira Dias
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1470046-paisagem-cultural-e-acessibilidade--projeto-inclusivo-nas-trilhas-interpretativas-do-ecomuseu-dr-agobar-fagunde
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem cultural; Acessibilidade universal; Gestão do patrimônio.
Resumo
O artigo apresenta o projeto Paisagens que Educam: Sinalização Inclusiva e Revitalização das Trilhas Interpretativas do Ecomuseu Dr. Agobar Fagundes, localizado em área rural de Blumenau/SC, como experiência projetual que articula paisagem cultural, acessibilidade universal e gestão do patrimônio em território de forte presença hídrica. Inserido em contexto ambiental marcado por nascentes, cursos d’água e dinâmicas ecológicas associadas à Mata Atlântica, o Ecomuseu compreende a água como matriz estruturante da paisagem, como elemento ecológico, simbólico e sensorial, que conforma percursos, narrativas e modos de ocupação. A proposta parte do entendimento da paisagem cultural como construção dinâmica entre natureza e cultura, na qual memória, espacialidade e práticas sociais se entrelaçam. Nesse sentido, a revitalização das trilhas interpretativas não se limita à qualificação física do percurso, mas envolve a reconfiguração de seus dispositivos de mediação, ampliando o acesso à experiência do território. O projeto desenvolve um conjunto integrado de soluções de acessibilidade, incluindo mapas táteis, esculturas representando a fauna local, sinalização multissensorial e uma experiência imersiva em realidade virtual baseada em registros de voo de drone sobre a trilha, destinada especialmente a pessoas com mobilidade reduzida. Essas ações deslocam a acessibilidade do campo da adaptação pontual para o da estratégia projetual. Ao considerar diferentes corporalidades e modos de percepção, o projeto reconhece que a paisagem cultural não é apenas contemplada, mas vivida e interpretada por meio do corpo. A introdução de artefatos táteis e recursos tecnológicos amplia as formas de leitura do território, permitindo que pessoas cegas, com baixa visão ou com restrições de mobilidade participem ativamente da experiência paisagística. Assim, a inclusão torna-se princípio estruturante da gestão e da preservação, contribuindo para democratizar o direito à memória e ao ambiente. A dimensão hídrica atravessa o projeto tanto material quanto simbolicamente. A trilha sinalizada para a inclusão de pessoas cegas termina em um espaço de contemplação sonora próximo a uma cachoeira. A entrada do ecomuseu cruza um curso d’água e áreas de vegetação associadas, evidenciando a água como elemento formador da paisagem e como fio condutor das narrativas interpretativas. Além disso, a cidade de Blumenau está localizada às margens do Rio Itajaí-Açu, que atravessa a cidade e molda sua geografia e cultura. Ao incorporar recursos acessíveis que possibilitam diferentes formas de fruição desses espaços, o projeto reforça a compreensão da água como bem comum e como patrimônio compartilhado, cuja preservação depende do engajamento coletivo. Ao discutir essa experiência, o artigo contribui para o debate sobre paisagem cultural e projeto, demonstrando como o design orientado à acessibilidade pode operar como ferramenta de qualificação espacial, fortalecimento identitário e sustentabilidade social. Defende-se que políticas de preservação e gestão do patrimônio devem integrar, desde sua concepção, princípios de desenho universal e mediação inclusiva, reconhecendo a diversidade de corpos e percepções como parte constitutiva dos territórios da memória.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CANTO, Fernanda Aidê Seganfredo do; FAGUNDES, Valda De Oliveira; DIAS, Franciele Vieira. PAISAGEM CULTURAL E ACESSIBILIDADE: PROJETO INCLUSIVO NAS TRILHAS INTERPRETATIVAS DO ECOMUSEU DR. AGOBAR FAGUNDES.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1470046-PAISAGEM-CULTURAL-E-ACESSIBILIDADE--PROJETO-INCLUSIVO-NAS-TRILHAS-INTERPRETATIVAS-DO-ECOMUSEU-DR-AGOBAR-FAGUNDE. Acesso em: 15/08/2026

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