CAÇA À BALEIA E PAISAGEM CULTURAL COSTEIRA EM LUCENA/PB: A IMAGEM ARPOADA

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

DOI
10.29327/9786527226109.1469933  
Título do Trabalho
CAÇA À BALEIA E PAISAGEM CULTURAL COSTEIRA EM LUCENA/PB: A IMAGEM ARPOADA
Autores
  • sofia porto bauchwitz
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 3 - Paisagem Cultural e água - Paisagens ribeirinhas, fluviais e costeiras / Frentes d’água urbanas, portos históricos, manguezais e deltas culturais / Bacias hidrográficas como unidades de gestão cultural / Termalismo e estâncias hidrominerais / Água, cidade e planejamento / Patrimônios hidráulicos e infraestruturas da água / Saberes tradicionais e cosmologias das águas / Cultura alimentar e água / Mudanças climáticas / Turismo e rotas culturais da água / Paisagem e cidades balneário.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469933-caca-a-baleia-e-paisagem-cultural-costeira-em-lucenapb--a-imagem-arpoada
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem cultural, Água como arquivo, Caça à baleia, Memória e salvaguarda, Museu da Baleia.
Resumo
O texto analisa a história da caça à baleia em Lucena como elemento estruturante de uma paisagem cultural costeira marcada por práticas extrativistas, infraestruturas industriais, apagamentos históricos e disputas contemporâneas em torno da memória e do patrimônio. Parte-se da compreensão desse litoral como paisagem cultural constituída por camadas materiais e imateriais (edificações, objetos remanescentes, narrativas, imagens e afetos) atravessadas por memórias humanas, não humanas e elementares, nas quais a água do oceano opera como matriz ecológica, simbólica e histórica. O trabalho retoma o processo de implantação da atividade baleeira em Lucena, iniciada em 1911 e encerrada apenas em 1987, quando, após intensa mobilização social, a prática foi oficialmente proibida no Brasil. Durante esse período, o litoral norte paraibano configurou-se como um dos principais polos da caça industrial de baleias no país, sob a atuação da Companhia de Pesca Norte do Brasil (Copesbra), deixando como legado um conjunto fragmentário de ruínas industriais e uma memória pública pouco elaborada. Com o fim das atividades, a paisagem passou por um processo de reconfiguração econômica e simbólica, atualmente sustentado sobretudo pelo turismo e pelos recursos naturais, sem que esse passado violento tenha sido plenamente reconhecido como patrimônio cultural. Nesse contexto, se discute a proposição do Museu da Baleia como estratégia de salvaguarda, educação patrimonial e construção de uma cultura da memória, capaz de articular ruína, paisagem e cultura. Ao mobilizar a noção de paisagem cultural em diálogo com a água do oceano, o trabalho propõe compreender o mar como arquivo vivo e suporte de memória coletiva, ampliando os debates sobre patrimônio costeiro, paisagens culturais da água e desafios contemporâneos de preservação.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

BAUCHWITZ, sofia porto. CAÇA À BALEIA E PAISAGEM CULTURAL COSTEIRA EM LUCENA/PB: A IMAGEM ARPOADA.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469933-CACA-A-BALEIA-E-PAISAGEM-CULTURAL-COSTEIRA-EM-LUCENAPB--A-IMAGEM-ARPOADA. Acesso em: 15/08/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes