EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PATRIMONIAL NO COMPLEXO DA SERRA DO LENHEIRO: GEOMORFOLOGIA FLUVIAL E A PAISAGEM URBANA

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PATRIMONIAL NO COMPLEXO DA SERRA DO LENHEIRO: GEOMORFOLOGIA FLUVIAL E A PAISAGEM URBANA
Autores
  • Maisa dos Santos
  • Mariana Chaves Monti Souza
  • Maria Beatriz Junqueira Bernardes
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 3 - Paisagem Cultural e água - Paisagens ribeirinhas, fluviais e costeiras / Frentes d’água urbanas, portos históricos, manguezais e deltas culturais / Bacias hidrográficas como unidades de gestão cultural / Termalismo e estâncias hidrominerais / Água, cidade e planejamento / Patrimônios hidráulicos e infraestruturas da água / Saberes tradicionais e cosmologias das águas / Cultura alimentar e água / Mudanças climáticas / Turismo e rotas culturais da água / Paisagem e cidades balneário.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469855-educacao-ambiental-e-patrimonial-no-complexo-da-serra-do-lenheiro---geomorfologia-fluvial-e-a-paisagem-urbana
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Córrego do Lenheiro; Canal dos Ingleses; Paisagem; Roteiro Geohistórico.
Resumo
A presente pesquisa busca compreender a relação histórica entre a rede hidrográfica da Serra do Lenheiro e a formação urbana do Complexo da Serra do Lenheiro na cidade de São João del-Rei, Minas Gerais. Na área de estudo existem duas importantes redes hidrográficas, do Córrego do Lenheiro e do Ribeirão São Francisco Xavier, o primeiro é considerado a “espinha dorsal” do município, pois a formação urbana do município ocorreu ao longo do canal fluvial. O segundo é utilizado para a captação de água para a cidade de São João del-Rei e durante o período colonial (1500-1822), o ribeirão teve seu leito explorado pela mineração. Ao longo dos séculos a paisagem do Complexo da Serra do Lenheiro foi sendo desenvolvida em torno da geomorfologia das nascentes, córregos e ribeirões da Serra do Lenheiro, transformando a paisagem natural em uma paisagem urbana e cultural ao longo do tempo, por meio das relações sociais, econômicas e culturais. O conceito de paisagem foi discutido de forma significativa e analítica no campo geográfico e apresenta diferentes definições. Primeiramente, já foram considerados somente os seus aspectos físicos, segundo é destacado a importância da e depois função em que houve um salto por meio da Geografia Cultural ao acrescentar o componente da cultura. Partindo das acepções de paisagem dos teóricos da Geografia Cultural, Carl Sauer, Dênis Cosgrove e Roberto Lobato Corrêa e da Geografia Crítica, representada por Milton Santos, o presente artigo propõe apresentar o canal dos ingleses como uma “rugosidade fluvial” do século XIX marcada por diferentes formas simbólicas, significados e realizar uma leitura histórica das espacialidades por meio do conceito “rugosidades” proposta por Santos (2026). Segundo Santos (2006), a paisagem apresenta objetos e formas pretéritas do passado na forma de rugosidades que seriam restos de antigas estruturas da divisão do trabalho e do capital e ainda apresentam importância simbólica. Por exemplo, as ruínas do canal dos ingleses referem-se à engenharias construídas para a exploração de minerais preciosos produzida pelo trabalho escravo e a sua importância simbólica se manteve até a atualidade. Para tal, metodologicamente a pesquisa apresenta um caráter exploratório-descritivo-teórica- documental combinados de caráter qualitativo por meio da pesquisa documental referente ao Complexo da Serra do Lenheiro para compreender a sua importância simbólica para a ocupação urbana e as narrativas presentes no imaginário urbano. Por fim, é apresentado o roteiro geohistórico como um recurso metodológico para o ensino da educação ambiental e patrimonial, trazendo as reflexões do campo do patrimônio cultural e natural de forma integrada combinada com debates recentes sobre a paisagem cultural, resultado da junção do grupo cultural como agente (Sauer, 1998). E, o que justifica a realização desta pesquisa é apresentar para a comunidade sanjoanense a importância histórica, ambiental e cultural da Serra do Lenheiro e da sua rede hidrográfica. Referencial: SAUER, Carl. A morfologia da paisagem. In: CORRÊA, R. L.; ROSENDAHL, Z. (orgs.). Paisagem, Tempo e Cultura. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1998 (1925). SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 4ª ed. São Paulo: EDUSP, 2006.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Maisa dos; SOUZA, Mariana Chaves Monti; BERNARDES, Maria Beatriz Junqueira. EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PATRIMONIAL NO COMPLEXO DA SERRA DO LENHEIRO: GEOMORFOLOGIA FLUVIAL E A PAISAGEM URBANA.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469855-EDUCACAO-AMBIENTAL-E-PATRIMONIAL-NO-COMPLEXO-DA-SERRA-DO-LENHEIRO---GEOMORFOLOGIA-FLUVIAL-E-A-PAISAGEM-URBANA. Acesso em: 15/08/2026

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