PAISAGEM COMO INTERFACE DE PATRIMÔNIOS VIRTUAIS: EXPERIÊNCIAS IMERSIVAS NA PRESERVAÇÃO PATRIMONIAL

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PAISAGEM COMO INTERFACE DE PATRIMÔNIOS VIRTUAIS: EXPERIÊNCIAS IMERSIVAS NA PRESERVAÇÃO PATRIMONIAL
Autores
  • Alba Nélida de Mendonça Bispo
  • Larissa Ribeiro de Moura
  • Raquel Miranda Dos Santos
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469642-paisagem-como-interface-de-patrimonios-virtuais--experiencias-imersivas-na-preservacao-patrimonial
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
paisagem, filosofia, patrimônio virtual, experiências imersivas, realidade virtual.
Resumo
Em um contexto de ampla revolução tecnológica, ao longo do século XX e XXI, o campo do patrimônio tem incorporado uma diversidade de ferramentas digitais para aprimorar metodologias e técnicas de documentação, gestão e difusão de bens de interesse patrimonial, tais como: fotogrametria, escaneamento a laser, modelagem de informação de edificações históricas, sistemas de inteligência artificial (IA) e realidades estendidas (XR). Inserido nessa discussão, este artigo apresenta uma investigação sobre usos possíveis de experiências imersivas na proposição de novos acessos e interações com o patrimônio edificado. A proposta é tratar a Realidade Virtual (RV) não apenas como uma ferramenta de visualização, mas como um meio capaz de propor outras relações entre usuário e lugar, suscitando possibilidades alternativas de comunicação e preservação. Historicamente, o chamado Patrimônio Virtual tem se limitado ao uso da computação gráfica para visualização, reconstituição e agregação de dados - geralmente, restringindo-se a cenários estáticos e pouco interativos que enfatizam materialidade, visualidade e recortes ideais do tempo. A tentativa de subverter essa lógica parte do princípio de que a criação de ambientes virtuais não precisa estar subordinada à mimese do mundo real ou fixada em uma representação estática, mas na produção de lugares digitais que ampliem a compreensão dos bens originais. Ao permitir uma manipulação do espaço-tempo e a simulação de outras realidades, a RV pode ir além da simples representação para gerar uma nova visibilidade do patrimônio. Essa perspectiva defende que as criações digitais não pretendem competir ou substituir a realidade, pois trata-se de outro tipo de experiência, com capacidades perceptivas próprias e potentes. A chave para essa nova abordagem reside na integração da lógica do jogo e da filosofia da paisagem como alternativa crítica aos modelos tradicionais de representação e proteção digital, considerando os movimentos corporais, os modos de ser e estar no mundo, as bagagens existenciais e as experiências estéticas de cada usuário. Nesse contexto, entende-se o jogo como uma virtualidade em movimento de criação e a Paisagem como uma dimensão de experiências sensíveis que envolve memória, tempo de gerações e processos cumulativos, indo além da composição cênica, pois esses elementos tornam-se a interface para essa nova exploração. Como contribuições, o trabalho reflete sobre outras aplicações tecnológicas em busca de repertório de espaços virtuais criativos. Tais experiências estimulariam conexões sensíveis entre o usuário e o patrimônio, de modo a evidenciar tramas, transformações e alterações inerentes à vida e à conformação dos lugares, inspirando novas formas de comunicação e preservação patrimonial.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BISPO, Alba Nélida de Mendonça; MOURA, Larissa Ribeiro de; SANTOS, Raquel Miranda Dos. PAISAGEM COMO INTERFACE DE PATRIMÔNIOS VIRTUAIS: EXPERIÊNCIAS IMERSIVAS NA PRESERVAÇÃO PATRIMONIAL.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469642-PAISAGEM-COMO-INTERFACE-DE-PATRIMONIOS-VIRTUAIS--EXPERIENCIAS-IMERSIVAS-NA-PRESERVACAO-PATRIMONIAL. Acesso em: 15/08/2026

Trabalho

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