TURISMO COMUNITÁRIO, PAISAGEM E TERRITÓRIO: UMA EXPERIÊNCIA DE CARTOGRAFIA PARTICIPATIVA DO PATRIMÔNIO EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA NA CHAPADA DIAMANTINA, BAHIA

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
TURISMO COMUNITÁRIO, PAISAGEM E TERRITÓRIO: UMA EXPERIÊNCIA DE CARTOGRAFIA PARTICIPATIVA DO PATRIMÔNIO EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA NA CHAPADA DIAMANTINA, BAHIA
Autores
  • FABIO PEDRO SOUZA DE FERREIRA BANDEIRA
  • Raphael da Silva Souza
  • PEDRO ROGERIO DE OLIVEIRA CORREIA
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469608-turismo-comunitario-paisagem-e-territorio--uma-experiencia-de-cartografia-participativa-do-patrimonio--em-uma-c
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Chapada Diamantina, turismo, paisagem cultural
Resumo
O turismo de base comunitária na Chapada Diamantina, região marcada por sua rica diversidade ambiental, cultural e paisagística, apresenta-se como alternativa ao avanço do turismo convencional de aventura, que pode levar à descaracterização das paisagens, a desterritorialização de comunidades e à degradação ambiental. Nas comunidades locais, modos de vida enraizados em identidades profundas e práticas tradicionais moldam a paisagem. Entretanto, essas áreas enfrentam pressões externas, como a mercantilização da natureza e a transformação do uso do solo para atender interesses turísticos, muitas vezes ignorando a importância da história, dos saberes e das paisagens construídas pelas próprias comunidades ao longo de gerações. Projetos que contam com a participação de grupos tradicionais e valorizam aspectos culturais e ambientais derivam do crescimento do ecoturismo, mas ainda assim podem reproduzir lógicas excludentes, minimizando a presença ativa e as territorialidades das populações locais. Nesse contexto, fortalecer o protagonismo dos moradores e os laços identitários faz do turismo de base comunitária, aliado a estratégias de proteção ao patrimônio, uma ação potencial frente ao turismo de massa hegemônico.Um exemplo disso é a comunidade quilombola de Riacho do Mel, em Iraquara (BA), onde o mapeamento participativo tornou-se peça-chave tanto para o turismo quanto para a valorização do patrimônio local. Este projeto busca entender como a cartografia social – diálogo entre saber acadêmico e popular – pode apoiar o planejamento turístico comunitário e valorizar recursos naturais e culturais regionais. Fundamentado na geografia crítica e na extensão universitária, referências como Brandão (2019), Acselrad (2002), Haesbaert (2010), Moraes & Mendonça (2024) e Claval (1999) embasam a proposta, enfocando temas como identidade territorial, resistência socioterritorial, disputas simbólicas e paisagem cultural. Como resultado, dez trilhas de interesse para o turismo comunitário, contemplando cachoeiras, formações geomorfológicas, lugares sagrados e corpos d'água, foram identificadas e documentadas com GPS, drone e registros da paisagem narrados por guias locais. Essa experiência demonstrou que o mapeamento participativo possibilita a valorização da paisagem, que é produto da interrelação dos sujeitos sociais com a natureza, bem como do território que é criado e ressignificado, conectando a fisicalidade do espaço com qualidades simbólicas e afetivas, sendo uma ferramenta para o sucesso do turismo de base comunitária e a proteção do patrimônio. Referências ACSELRAD, Henri. Justiça ambiental e construção social do risco. Desenvolvimento e Meio Ambiente, [S. l.], v. 5, 2002. DOI: 10.5380/dma.v5i0.22116. BRANDÃO, Paulo Roberto Baqueiro. A retórica do Ecoturismo em municípios da Chapada Diamantina: Um olhar sobre Iraquara e Lençóis. RITUR - Revista Iberoamericana de Turismo, [S. l.], v. 9, n. 2, p. 270–279, 2019. CLAVAL, Paul. A Geografia cultural. Florianópolis: Editora da UFSC, 1999. 453p HAESBAERT, R. Território e multiterritorialidade: um debate. GEOgraphia, v. 9, n. 17, 8 fev. 2010. MORAES, Edilaine Albertino de; MENDONÇA, Teresa Cristina de Miranda. Turismo de base comunitária no Brasil: pistas para conhecer, intervir e construir caminhos possíveis. Revista Latino-Americana de Turismologia (RELAT), Juiz de Fora, v. 10, p. 1–13, 2024.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BANDEIRA, FABIO PEDRO SOUZA DE FERREIRA; SOUZA, Raphael da Silva; CORREIA, PEDRO ROGERIO DE OLIVEIRA. TURISMO COMUNITÁRIO, PAISAGEM E TERRITÓRIO: UMA EXPERIÊNCIA DE CARTOGRAFIA PARTICIPATIVA DO PATRIMÔNIO EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA NA CHAPADA DIAMANTINA, BAHIA.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469608-TURISMO-COMUNITARIO-PAISAGEM-E-TERRITORIO--UMA-EXPERIENCIA-DE-CARTOGRAFIA-PARTICIPATIVA-DO-PATRIMONIO--EM-UMA-C. Acesso em: 15/08/2026

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