A GESTÃO DE PAISAGENS CULTURAIS NO BRASIL: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS PLANOS DE GESTÃO DE SÍTIOS DO PATRIMÔNIO MUNDIAL DA UNESCO

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
A GESTÃO DE PAISAGENS CULTURAIS NO BRASIL: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS PLANOS DE GESTÃO DE SÍTIOS DO PATRIMÔNIO MUNDIAL DA UNESCO
Autores
  • Fausto de Albuquerque Rodrigues da Silva
  • Alexandre Bitencourt Rocha Pinto
  • Guilherme Monteiro D'Amico
  • Arthur Fonseca de Avellar
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469556-a-gestao-de-paisagens-culturais-no-brasil--uma-analise-comparativa-dos-planos-de-gestao-de-sitios-do-patrimonio-
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO MUNDIAL, GESTÃO DE PAISAGEM, BRASIL
Resumo
A incorporação da categoria “Paisagem Cultural” ao sistema do Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1992, representou um marco na ampliação das concepções tradicionais de preservação, ao reconhecer territórios onde natureza e cultura se articulam de forma indissociável. No Brasil, essa inflexão adquire especial relevância a partir de 2012, com a inscrição de Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas Entre a Montanha e o Mar como a primeira Paisagem Cultural urbana do país reconhecida na Lista do Patrimônio Mundial. Desde então, a tipologia consolidou-se com a inscrição do Conjunto Moderno da Pampulha em 2016, do Paraty e Ilha Grande: Cultura e Biodiversidade em 2019 e do Sítio Roberto Burle Marx em 2021. Embora inscritos sob um mesmo marco internacional, esses bens apresentam características territoriais, sociais e institucionais distintas, o que repercute diretamente nas respectivas arquiteturas de gestão. A diversidade de escalas, abrangendo paisagens urbanas densas, sítios arqueológicos e propriedades mistas que integram patrimônio natural e cultural, evidencia que a gestão das Paisagens Culturais no Brasil não se estrutura a partir de um modelo homogêneo. Ao contrário, revela diferentes arranjos institucionais, mecanismos de participação social e estratégias de preservação, frequentemente tensionados por conflitos territoriais, pressões urbanísticas e disputas de uso. Nesse contexto, o presente trabalho propõe uma análise comparativa dos planos de gestão dos cinco sítios brasileiros mencionados, buscando compreender como as particularidades locais influenciam as abordagens adotadas. Parte-se da hipótese de que as especificidades ambientais, sociopolíticas e institucionais condicionam de maneira decisiva a forma como diretrizes internacionais, como a noção de Paisagem Cultural consolidada pela UNESCO em 1992 e a abordagem da Paisagem Urbana Histórica adotada em 2011, são operacionalizadas no território brasileiro. Assim, a pesquisa insere-se no debate sobre governança patrimonial, entendida como arranjo multiescalar que envolve articulação entre diferentes níveis federativos e participação de atores institucionais e não institucionais. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa comparativa, tendo como fontes primárias os planos de gestão apresentados nos dossiês de candidaturas, complementados por instrumentos legislativos associados à proteção dos bens. Além da análise documental, incorporam-se dados obtidos por meio de trabalhos de campo realizados em Paraty e no Sítio Roberto Burle Marx, com entrevistas semiestruturadas junto a atores chave da gestão. A análise organiza-se a partir de quatro eixos comparativos: estrutura de governança, mecanismos de participação social, instrumentos de preservação e monitoramento e principais pressões territoriais identificadas. Resultados preliminares indicam dificuldades recorrentes na consolidação de modelos de gestão efetivamente participativos, especialmente no que se refere à inclusão de atores não institucionais, como populações tradicionais e moradores do entorno das propriedades. Observa-se ainda a presença de arranjos institucionais fragmentados e desafios na articulação entre diferentes esferas administrativas. Espera-se que a análise comparativa contribua para compreender como as particularidades locais moldam as abordagens brasileiras de gestão das Paisagens Culturais, oferecendo subsídios para o aprimoramento de modelos mais integrados, participativos e territorialmente sensíveis.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Fausto de Albuquerque Rodrigues da et al.. A GESTÃO DE PAISAGENS CULTURAIS NO BRASIL: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS PLANOS DE GESTÃO DE SÍTIOS DO PATRIMÔNIO MUNDIAL DA UNESCO.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469556-A-GESTAO-DE-PAISAGENS-CULTURAIS-NO-BRASIL--UMA-ANALISE-COMPARATIVA-DOS-PLANOS-DE-GESTAO-DE-SITIOS-DO-PATRIMONIO-. Acesso em: 15/08/2026

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