A PAISAGEM LITERÁRIA URBANA PELO OLHAR FEMININO: CIDADE E SUBJETIVIDADE EM AS HORAS NUAS, DE LYGIA FAGUNDES TELLES

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
A PAISAGEM LITERÁRIA URBANA PELO OLHAR FEMININO: CIDADE E SUBJETIVIDADE EM AS HORAS NUAS, DE LYGIA FAGUNDES TELLES
Autores
  • Marília Garcia Boldorini
  • Roberta Barros Meira
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469386-a-paisagem-literaria-urbana-pelo-olhar-feminino--cidade-e-subjetividade-em-as-horas-nuas-de-lygia-fagundes-tell
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
literatura, paisagem literária, cidade; paisagem urbana
Resumo
Esta comunicação apresenta, com base na compreensão de que o texto literário pode ser tomado como fonte documental, uma leitura crítica do romance As Horas Nuas, de Lygia Fagundes Telles, enfatizando como a paisagem urbana descrita na obra funciona como elemento central para a compreensão da trajetória da protagonista Rosa Ambrósio, que vive reclusa em seu apartamento, em São Paulo, afastada tanto da vida pública quanto da cidade que sempre habitou. A cidade não aparece apenas como cenário, mas como paisagem, ou seja, como dimensão estruturante da experiência subjetiva e histórica de Rosa. Ao longo da obra, a protagonista rememora os choques socioculturais e políticos vividos no século XX, refletindo, de acordo com as paisagens que ocupa, sobre a heterogeneidade social. O romance dialoga com a perspectiva de que a paisagem, assim como o tempo, é categoria sociológica dotada de conteúdo, capaz de construir e ser construída pelas relações sociais. A análise concentra-se nos efeitos da expansão urbana tal como vivenciada e narrada por Rosa Ambrósio, evidenciando como o crescimento da cidade de São Paulo é associado a sentimentos de perda, fragmentação e descontinuidade. A modernização urbana surge como processo que transforma não apenas a paisagem, mas também as formas de pertencimento e memória. Em As Horas Nuas, a cidade de São Paulo emerge como paisagem literária marcada pela subjetividade de Rosa, na qual espaço urbano, memória e identidade se entrelaçam. Dessa forma, o romance permite compreender como a experiência feminina e a transformação urbana se articulam na construção simbólica da paisagem, revelando a literatura como campo privilegiado para a análise das relações entre cidade, história e subjetividade. Assim, o romance de Lygia Fagundes Telles ultrapassa a dimensão da experiência individual e se configura como uma reflexão crítica acerca da construção da identidade e da centralidade da paisagem do espaço urbano na formação subjetiva.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BOLDORINI, Marília Garcia; MEIRA, Roberta Barros. A PAISAGEM LITERÁRIA URBANA PELO OLHAR FEMININO: CIDADE E SUBJETIVIDADE EM AS HORAS NUAS, DE LYGIA FAGUNDES TELLES.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469386-A-PAISAGEM-LITERARIA-URBANA-PELO-OLHAR-FEMININO--CIDADE-E-SUBJETIVIDADE-EM-AS-HORAS-NUAS-DE-LYGIA-FAGUNDES-TELL. Acesso em: 15/08/2026

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