A PAISAGEM CULTURAL DA ÁGUAS MINERAIS DE MINAS GERAIS - AS CIDADE SPA UMA PRESPECTIVA PARA MAIS UM PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
A PAISAGEM CULTURAL DA ÁGUAS MINERAIS DE MINAS GERAIS - AS CIDADE SPA UMA PRESPECTIVA PARA MAIS UM PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE
Autores
  • FILIPE CONDE ALVES
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 3 - Paisagem Cultural e água - Paisagens ribeirinhas, fluviais e costeiras / Frentes d’água urbanas, portos históricos, manguezais e deltas culturais / Bacias hidrográficas como unidades de gestão cultural / Termalismo e estâncias hidrominerais / Água, cidade e planejamento / Patrimônios hidráulicos e infraestruturas da água / Saberes tradicionais e cosmologias das águas / Cultura alimentar e água / Mudanças climáticas / Turismo e rotas culturais da água / Paisagem e cidades balneário.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469023-a-paisagem-cultural-da-aguas-minerais-de-minas-gerais---as-cidade-spa-uma-prespectiva-para-mais-um-patrimonio-da
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Águas Minerais, Paisagem Cultural, Termalismo, Balneários, Hábito Cultural de Coletar Água Mineral na Fonte, Brasil, Minas Gerais
Resumo
As águas minerais de Minas Gerais moldaram cidades e a cultura do chamado “povo das águas” ao longo de séculos, impulsionando o surgimento e o desenvolvimento de núcleos urbanos em seu entorno. Desde as primeiras ocupações do território mineiro, passando pelo período imperial, pelos áureos tempos dos jogos e cassinos, até a contemporaneidade, quando se consolidam como alternativa voltada à saúde e ao bem-estar, essas fontes estruturaram dinâmicas sociais, econômicas e simbólicas próprias. Esse complexo e raro sistema geológico distribui-se pelo Circuito das Águas, abrangendo Cambuquira, Caxambu, Lambari, Baependi, Conceição do Rio Verde, São Lourenço e Passa Quatro, além do Planalto Vulcânico do Sul de Minas em Poços de Caldas e Caldas e Araxá e, no Campo das Vertentes em Tiradentes. Trata-se de um conjunto arquitetônico, cultural e ambiental que conforma as paisagens culturais das águas minerais de Minas Gerais. Localizado no sul do estado, o Circuito das Águas apresenta singularidade geológica, ambiental e cultural, interligada por aquíferos profundos associados às formações da Serra da Mantiqueira, reconhecida como hotspot da Mata Atlântica para conservação da biodiversidade. A região detém, possivelmente, a maior diversidade de águas minerais carbogasosas hipotermais do planeta, com 37 fontes distribuídas em diferentes municípios. Essa diversidade ecológica, geológica e cultural, ainda pouco explorada em estudos científicos, atraiu, ao longo dos séculos, diferentes fluxos migratórios e ciclos econômicos, que moldaram a paisagem cultural, a arquitetura e, sobretudo, os hábitos sociais relacionados às fontes e ao termalismo. O costume de coletar água mineral diretamente nas fontes perpetua-se entre gerações, seja para fins terapêuticos, seja para apreciação sensorial da diversidade de sabores, seja como prática cotidiana associada ao lazer nos jardins históricos. Tal prática pode ser observada diariamente, com moradores que se dirigem às fontes portando recipientes, sacolas e carrinhos para coleta de água mineral. Essa relação cultural molda o modo de vida, as interações sociais e a economia local. Os conjuntos arquitetônicos e paisagísticos tombados pelo IEPHA e pelos municípios constituem registros preservados dos diferentes ciclos históricos. As estâncias hidroterápicas mineiras e o desenvolvimento do termalismo nacional dialogaram intensamente com modelos europeus, atraindo pensadores e investidores e promovendo a incorporação de referências culturais europeias ao território mineiro. No caso de Caxambu, destaca-se o pioneirismo na adoção de estratégias de conservação das águas minerais e no reconhecimento do hábito cultural de coleta como patrimônio imaterial, articulando proteção ambiental e valorização da relação simbólica entre comunidade e território. Conforme discutido no artigo publicado na revista Blue Papers¹, a gestão integrada das águas minerais demanda abordagem que associe preservação geológica, governança territorial e reconhecimento das práticas culturais locais como elementos indissociáveis da paisagem. Nesse contexto, as cidades SPA de Minas Gerais, a exemplo das estâncias europeias, reúnem atributos ambientais, culturais e geológicos que fundamentam sua candidatura a reconhecimento internacional. O conjunto geológico do Circuito das Águas apresenta, ainda, potencial para inovar no conceito de Geoparque UNESCO, ao propor a valorização de um patrimônio essencialmente hídrico — um geoparque “líquido”, estruturado a partir do minério água. ¹ Artigo disponível em: https://bluepapers.nl/index.php/bp/article/view/72
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALVES, FILIPE CONDE. A PAISAGEM CULTURAL DA ÁGUAS MINERAIS DE MINAS GERAIS - AS CIDADE SPA UMA PRESPECTIVA PARA MAIS UM PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1469023-A-PAISAGEM-CULTURAL-DA-AGUAS-MINERAIS-DE-MINAS-GERAIS---AS-CIDADE-SPA-UMA-PRESPECTIVA-PARA-MAIS-UM-PATRIMONIO-DA. Acesso em: 15/08/2026

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