A CONCESSÃO DO VALE DO ANHANGABAÚ À INICIATIVA PRIVADA E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O PROCESSO DE SEGREGAÇÃO SOCIAL EM ESPAÇOS LIVRES PÚBLICOS NA REGIÃO CENTRAL DE SÃO PAULO

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
A CONCESSÃO DO VALE DO ANHANGABAÚ À INICIATIVA PRIVADA E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O PROCESSO DE SEGREGAÇÃO SOCIAL EM ESPAÇOS LIVRES PÚBLICOS NA REGIÃO CENTRAL DE SÃO PAULO
Autores
  • Tatiana Zamoner
  • Profa. Dra. Catharina Pinheiro Cordeiro dos Santos Lima
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1467761-a-concessao-do-vale-do-anhangabau-a-iniciativa-privada-e-suas-implicacoes-para-o-processo-de-segregacao-social-e
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem Cultural, concessões privadas, segregação socioespacial.
Resumo
As novas iniciativas de revitalização e concessões à iniciativa privada em andamento na cidade de São Paulo, onde situamos à concessão do Vale do Anhangabau, expressam os marcadores da disputa por significados em relação à cidade e suas áreas centrais, onde cada grupo social busca promover seu ideal de centro e de cidade. A paisagem anteriormente existente no Vale do Anhangabau, por meio da cultura do skate e de tribos urbanas que tinham o vale como referencia de encontros e permanencia, foi negligenciada no processo participativo para a criação do novo projeto paisagistico para o Vale do Anhangabaú, em nome da segurança de virtuais novos frequentadores. O desafio de pesquisa é entender quais são os valores considerados nestas iniciativas do poder público de atrair capitais privados para o centro de São Paulo. Entender quais seriam as estratégias “simbólicas” para atrair públicos que não frequentam o centro porque não mais se identificam com o perfil social que dele se apropriou ao longo dos anos. Para além da comparação entre diferentes propostas paisagisticas e partidos de projeto adotados, onde a proposta paisagistica para o Vale do Anhangabaú de 1981 tinha como premissa central a resolução do conflito entre veículos e pedestres, e o mote que mobilizou a opinião pública em relação à nova proposta urbanistica teve como ponto central a questão da segurança, nos interessa entender como a paisagem é tensionada pela priorização dos interesses privados na propriação dos espaços públicos da cidade. Apesar da nova proposta urbanistica ter como diretrizes o incentivo à permanência no espaço público, ao lazer, à livre fruição, com a instalação de bancos e a ativação das fachadas por meio dos quiosques comerciais, o vale do Anhangabaú é atualmente caracterizado pelos longos periodos de fechamento por tapumes, em uma sucessão de eventos, públicos ou privados, que se tornaram seu uso principal. Neste contexto, os atores sociais consultados são conscientes de seu papel como protagonistas de um processo de luta política por seus direitos, e conscientes a respeito do contexto político onde está inserido o processo de privatização dos espaços públicos da cidade e avançam na problematização do conjunto de direitos que vem sendo cerceados pelos diversos processos de privatização de bens públicos, que envolve um conjunto de direitos fundamentais, que não se resume à habitação ou o uso eventual dos espaços livres públicos. Os conceitos referentes ao Patrimônio Histórico e Cultural, em especial com as ZEPECs (área de proteção cultural) e os Territórios de Interesse da Cultura e da Paisagem (TICPs), presentes no Plano Diretor de São Paulo, evoluíram do ponto de vista normativo, com a inclusão de importantes dispositivos em suas ultimas revisões A normativa em relação ao zoneamento cultural e tombamento evoluiu no sentido de incorporar questões de ordem urbanística, econômica e cultural, considerando finalmente o conceito de paisagens culturais como territórios de memória e identidade social. Neste sentido, o instrumento normativo do TICP pode ser mobilizado para defender estes territórios simbólicos, ou paisagens significativas para a memória da cidade e de seus habitantes.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ZAMONER, Tatiana; LIMA, Profa. Dra. Catharina Pinheiro Cordeiro dos Santos. A CONCESSÃO DO VALE DO ANHANGABAÚ À INICIATIVA PRIVADA E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O PROCESSO DE SEGREGAÇÃO SOCIAL EM ESPAÇOS LIVRES PÚBLICOS NA REGIÃO CENTRAL DE SÃO PAULO.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1467761-A-CONCESSAO-DO-VALE-DO-ANHANGABAU-A-INICIATIVA-PRIVADA-E-SUAS-IMPLICACOES-PARA-O-PROCESSO-DE-SEGREGACAO-SOCIAL-E. Acesso em: 11/08/2026

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