O SARILHO COMO CAPITAL CULTURAL OBJETIVADO: HABITUS E DISPUTAS SIMBÓLICAS NA PAISAGEM LITORAL DE IMBITUBA/SC

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
O SARILHO COMO CAPITAL CULTURAL OBJETIVADO: HABITUS E DISPUTAS SIMBÓLICAS NA PAISAGEM LITORAL DE IMBITUBA/SC
Autores
  • Cláudia Aparecida de Souza Ferreira
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1465739-o-sarilho-como-capital-cultural-objetivado--habitus-e-disputas-simbolicas-na-paisagem-litoral-de-imbitubasc
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
paisagem cultural; capital cultural; habitus; sarilhos; Lagoa de Ibiraquera.
Resumo
Este trabalho analisa os sarilhos (dispositivos vernáculos de madeira para suspensão de embarcações) na Lagoa de Ibiraquera (Imbituba/SC), sob o recorte teórico de Pierre Bourdieu. O objetivo é investigar o sarilho como capital cultural objetivado, materialização de um habitus pesqueiro secular que articula a navegação interior frente à violência simbólica exercida pela gentrificação costeira. A metodologia fundamenta-se na síntese analítica de levantamentos morfológicos e narrativas locais, destacando a permanência de 72 canoas de "um pau só" como indicadores da vitalidade deste capital cultural. Os resultados revelam que o sarilho transcende a funcionalidade náutica, constituindo-se como um marcador de distinção e resistência no campo territorial. A memória coletiva, depositada em locais como o "Portinho do Suque" e do "Camping do Quintino", atua como capital simbólico que legitima a posse social da margem d'água. Todavia, observa-se que o adensamento de condomínios privados promove o apagamento das infraestruturas vernáculas, impondo uma estética de consumo balneário que despoja o pescador artesanal do seu campo social. Conclui-se que o reconhecimento do sarilho como parte integrante da paisagem cultural é um fundamental para a manutenção da biodiversidade cultural e para a mitigação das assimetrias de poder que ditam o ordenamento das frentes d'água contemporâneas.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERREIRA, Cláudia Aparecida de Souza. O SARILHO COMO CAPITAL CULTURAL OBJETIVADO: HABITUS E DISPUTAS SIMBÓLICAS NA PAISAGEM LITORAL DE IMBITUBA/SC.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1465739-O-SARILHO-COMO-CAPITAL-CULTURAL-OBJETIVADO--HABITUS-E-DISPUTAS-SIMBOLICAS-NA-PAISAGEM-LITORAL-DE-IMBITUBASC. Acesso em: 11/08/2026

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