DO ENTORNO A PAISAGEM CULTURAL: O PAPEL DA AMBIÊNCIA NOS INSTRUMENTOS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL.

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
DO ENTORNO A PAISAGEM CULTURAL: O PAPEL DA AMBIÊNCIA NOS INSTRUMENTOS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL.
Autores
  • Daniele Behling Luckow
  • Ana Lucia Costa Oliveira
  • Antonio Soukef Júnior
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1464922-do-entorno-a-paisagem-cultural--o-papel-da-ambiencia-nos-instrumentos-de-preservacao-do-patrimonio-cultural
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem Cultural; Entorno; Ambiência; Patrimônio Cultural
Resumo
Este artigo discute o conceito de ambiência e seu papel prático na preservação do patrimônio cultural, traçando sua evolução conceitual e sua operacionalização por meio de instrumentos como o entorno e a paisagem cultural. A referência principal são os documentos internacionais e, no Brasil, os documentos oficiais, como os emitidos pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A discussão parte do reconhecimento da importância do ambiente para os bens culturais, evidente em documentos como a Carta de Atenas (1931) e a Carta de Veneza (1964), que já destacavam a indissociabilidade entre o monumento e seu meio. No entanto, a compreensão sobre essa "ambiência" se transformou significativamente, evoluindo de uma preocupação inicial com a visibilidade e a materialidade para uma concepção mais complexa que integra dimensões imateriais, sociais e territoriais. Para estruturar a análise, o texto distingue três concepções fundamentais. A primeira é o entorno, entendido como uma área de proteção delimitada em torno de um bem tombado. Um instrumento jurídico consolidado, cuja função principal é salvaguardar o bem principal através da preservação de sua ambiência. Apesar de documentos como a Declaração de Xi'an incluírem aspectos intangíveis em sua definição, a aplicação prática do entorno tende a priorizar elementos tangíveis, devido à maior facilidade de estabelecer critérios objetivos para sua gestão. A segunda concepção é a paisagem cultural, que representa uma visão mais ampla e dinâmica. Aqui, o foco não é um bem isolado, mas uma porção do território que, como um todo é patrimonializada, por ser resultado da interação entre o homem e o meio natural ao longo do tempo. Esta categoria, reconhecida pelo IPHAN, integra os aspectos materiais e imateriais, mas enfrenta obstáculos em sua implementação efetiva como instrumento de proteção. A terceira, a ambiência surgem como o conceito-chave que conecta as duas noções anteriores. Ela não é um instrumento legal em si, mas sim a caracterização qualificada do ambiente que confere identidade a um lugar. A ambiência envolve a leitura integrada do quadro natural, do construído, das práticas sociais e dos valores simbólicos. Tanto para delimitar um entorno quanto para reconhecer uma paisagem cultural, é necessário primeiro identificar e caracterizar sua ambiência específica. Como síntese o estudo propõe uma categorização do papel da ambiência nas políticas de preservação, baseada em sua hierarquia no processo de patrimonialização. A ambiência submissa atua como suporte ao bem principal, configurando seu entorno protetor. A ambiência em diálogo aparece na proteção de conjuntos e sítios, mantendo uma relação mais equilibrada. Por fim, a ambiência protagonista ocorre quando o próprio ambiente é o patrimônio, como no caso da paisagem cultural. Concluindo-se que, no contexto brasileiro, a aplicação da ambiência tem se deslocado, tradicionalmente vinculada à fase de proteção (para criar entornos), ela passou a ser também um critério na fase de conhecimento, auxiliando na identificação de novos bens e na definição de políticas. O desafio central seria como traduzir efetivamente os valores imateriais, cruciais para definir uma ambiência, em instrumentos de preservação que não congelem, mas sim gerenciem, as dinâmicas culturais vivas dos territórios.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LUCKOW, Daniele Behling; OLIVEIRA, Ana Lucia Costa; JÚNIOR, Antonio Soukef. DO ENTORNO A PAISAGEM CULTURAL: O PAPEL DA AMBIÊNCIA NOS INSTRUMENTOS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL... In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1464922-DO-ENTORNO-A-PAISAGEM-CULTURAL--O-PAPEL-DA-AMBIENCIA-NOS-INSTRUMENTOS-DE-PRESERVACAO-DO-PATRIMONIO-CULTURAL. Acesso em: 11/08/2026

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