PAISAGEM COSTEIRA EM SAMBAQUI, FLORIANÓPOLIS, BRASIL

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PAISAGEM COSTEIRA EM SAMBAQUI, FLORIANÓPOLIS, BRASIL
Autores
  • Helenne Jungblut Geissler
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 3 - Paisagem Cultural e água - Paisagens ribeirinhas, fluviais e costeiras / Frentes d’água urbanas, portos históricos, manguezais e deltas culturais / Bacias hidrográficas como unidades de gestão cultural / Termalismo e estâncias hidrominerais / Água, cidade e planejamento / Patrimônios hidráulicos e infraestruturas da água / Saberes tradicionais e cosmologias das águas / Cultura alimentar e água / Mudanças climáticas / Turismo e rotas culturais da água / Paisagem e cidades balneário.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1455192-paisagem-costeira-em-sambaqui-florianopolis-brasil
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
paisagem costeira, sambaquis, porto, edificações, bens culturais
Resumo
O objetivo foi identificar na paisagem marítima a implantação e conjuntos de sítios e edificações antigos. A área de estudos é a Freguesia de Sambaqui (do tupi-guarani monte de conchas). Situa-se na Ilha, na baía Norte da antiga Desterro e atual Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, sul do Brasil. Há tradição antiga na pesca e coleta de moluscos comprovadas por sítios arqueológicos de 6.500 anos antes do presente. Existe colônia de pescadores e maricultores. O município é o maior exportador nacional de ostras e mexilhões. A metodologia incluiu análise teórico-exploratória da legislação, referenciais teóricos; cartográficos e fotográficos e trabalhos em campo. A implantação das Freguesias ocorreu em portos naturais, abrigados em baías e de ventos, estratégicos para defesa, solos aptos à subsistência de habitantes e para prover viajantes. Há peculiaridades posicionais voltadas para o poente, muitas vezes de costas para o mar. Isso surpreende, pois a costa é extensa e orienta-se para o Sol nascente. A colonização lusa iniciou no século XVII na Praia da Aguada e formou a Freguesia em 1750. No passado priorizava-se a navegação, por terra os deslocamentos eram muito mais difíceis. Na morfologia espacial junto a baía os lotes são estreitos. Há edificações sobre o alinhamento da rua e a tipologia arquitetônica geral é luso brasileira. Os usos eram urbanos e rurais. Em Sambaqui atracavam navios de maior calado, ocorria comércio marítimo, controle, vistoria e tributação de cargas, (des)embarque dos agentes alfandegários, transporte de passageiros para outros ancoradouros da Ilha e (des)carga de mantimentos. Em 1850 65% das exportações catarinenses passavam pelos portos de Desterro, economicamente muito importantes na Província. O Porto de Sambaqui tinha excelentes condições naturais para a navegação, encanamento que abastecia com água potável as embarcações e transferir cargas, inclusive, alimentícias. A decadência portuária na Ilha ocorreu por assoreamento das baías, aterros, construção de pontes, que prejudicaram a atracação de navios de grande porte. A casa alfandegária foi desativada em 1964, tombada pelo Município em 1987, hoje é sede da Associação do Bairro. Destacam-se a luta pela preservação, resgate do folclore local, Boi-de-Mamão, Pau-de-Fita e Terno de Reis. Sambaqui contraria as prerrogativas da cultura lusa. Há distanciamento de edificações religiosas (Igrejas), porém há altares e cruzeiros. Há padrão linear na disposição espacial à beira da baía Norte. Além da Praça Macário da Rocha as demais “praças” são as praias. A praia é formada por 07 pequenos trechos de areia entrecortados por pontas de pedra. (Seu Rafael, Seu Zeca, Laje do Gato, Barra, Canto, Toló, Ponta, Sinfrônio e Rola). A distância a ser percorrida é de 5 Km em caminhada de 1 h a pé. Há sítios arqueológicos a céu aberto e edificações relevantes ao longo da rua e das praias. As áreas de preservação cultural (APC) foram analisadas através 07 critérios; percursos, usos, tipologias, altura, sistema construtivo, estado de conservação e cores. Há grande relevância em (re)conhecer e valorizar sítios naturais, o potencial cênico na paisagem marítima, sítios arqueológicos, conjuntos arquitetônicos antigos na preservação e incorporar seus detalhes ao legado cultural.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GEISSLER, Helenne Jungblut. PAISAGEM COSTEIRA EM SAMBAQUI, FLORIANÓPOLIS, BRASIL.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1455192-PAISAGEM-COSTEIRA-EM-SAMBAQUI-FLORIANOPOLIS-BRASIL. Acesso em: 10/08/2026

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