PALIMPSESTO VIVO: ETNOCONSERVAÇÃO URBANA E INDICADORES PARA UMA GESTÃO PATRIMONIAL INTEGRADA

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PALIMPSESTO VIVO: ETNOCONSERVAÇÃO URBANA E INDICADORES PARA UMA GESTÃO PATRIMONIAL INTEGRADA
Autores
  • Alda de Azevedo Ferreira
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1450992-palimpsesto-vivo--etnoconservacao-urbana-e-indicadores-para-uma-gestao-patrimonial-integrada
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Etnoconservação urbana, paisagem cultural, gestão do patrimônio, política da paisagem, Valores patrimoniais
Resumo
O artigo investiga os desafios contemporâneos de gestão no sítio Patrimônio Mundial do Rio de Janeiro, tomando a Praça Senador Salgado Filho como estudo de caso para evidenciar tensões entre preservação material e dinâmicas sociais de uso . Partindo da ampliação crítica do conceito de paisagem — de expressão material sociedade-natureza para construção simbólica e campo de poder —, enquadra-se o território como “palimpsesto” e defende a necessidade de paradigmas de conservação baseados em gestão integrada, em diálogo com marcos como a Paisagem Cultural (UNESCO, 1992) e a Paisagem Urbana Histórica (HUL), mas reconhecendo entraves recorrentes: atribuição incompleta de valores, falta de monitoramento e desarticulação institucional, agravados por processos urbanos acelerados . A problemática central, portanto, é como superar uma preservação frequentemente higienista/puramente estética e reativa, que tende a ignorar usos cotidianos e disputas, produzindo fragilidades de governança e invisibilização de grupos vulneráveis . Como objetivo, o texto propõe uma via metodológica e um modelo operacional de gestão patrimonial integrada, capaz de traduzir diagnósticos qualitativos em decisões sustentadas por indicadores e gestão de riscos, orientando uma conservação democrática . A fundamentação teórica articula conservação baseada em valores e multivocalidade — entendida como múltiplas narrativas legítimas sobre o lugar —, além de uma abordagem que integra atributos físicos e vitalidade social como condição de sustentabilidade da paisagem cultural . Metodologicamente, a Etnoconservação Urbana estrutura etapas interconectadas: pesquisa histórica e atribuição de valores; inventário de valores multivocais com técnicas etnográficas (observação participante e entrevistas abertas); etnotopografia para espacializar ambiências e geografias afetivas; e, por fim, conservação preventiva e gestão de riscos pelo Método ABC, incorporando também riscos sociais (como a “dissociação comunitária”) . Como resultados, o diagnóstico aponta lacunas de monitorização e fragmentação institucional frente às disputas de uso, defendendo mecanismos participativos que transcendam a estética e propondo um modelo cíclico de monitoramento orientado por indicadores e riscos . Para operacionalizar essa virada, o artigo estrutura uma matriz local de indicadores alinhada às dimensões da UNESCO (2019) (ambiental, econômica, cognitiva e social), correlacionando indicadores a valores identificados e incorporando métricas de etnotopografia e ambiências (pertencimento, zonas de fricção, microclimas e áreas de acolhimento), buscando sanar lacunas de gestão reativa e ausência de indicadores . Como desdobramentos, o modelo sugere potencial de replicação em outros bens paisagísticos e de aprimoramento de governança e participação por rotinas de acompanhamento contínuo e comparável no tempo, fortalecendo a resiliência do sítio como “patrimônio vivo” .
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERREIRA, Alda de Azevedo. PALIMPSESTO VIVO: ETNOCONSERVAÇÃO URBANA E INDICADORES PARA UMA GESTÃO PATRIMONIAL INTEGRADA.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1450992-PALIMPSESTO-VIVO--ETNOCONSERVACAO-URBANA-E-INDICADORES-PARA-UMA-GESTAO-PATRIMONIAL-INTEGRADA. Acesso em: 02/08/2026

Trabalho

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