PAISAGEM CULTURAL FERROVIÁRIA: A EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA ESTAÇÃO DE MEMÓRIAS COMO ESTRATÉGIA DE PRESERVAÇÃO E USO SOCIAL DE ANTIGAS ESTAÇÕES

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PAISAGEM CULTURAL FERROVIÁRIA: A EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA ESTAÇÃO DE MEMÓRIAS COMO ESTRATÉGIA DE PRESERVAÇÃO E USO SOCIAL DE ANTIGAS ESTAÇÕES
Autores
  • Gislaine Gonçalves Dias Pinto
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1450010-paisagem-cultural-ferroviaria--a-experiencia-do-programa-estacao-de-memorias-como-estrategia-de-preservacao-e-us
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
memória, ferrovia, processo colaborativo
Resumo
O programa Estação de Memórias, desenvolvido desde 2019 pela Agência de Iniciativas Cidadãs (uma Organização da Sociedade Civil), com patrocínio da VLI Logística, consiste na criação de exposições de longa duração em antigas estações ferroviárias, a partir das memórias e narrativas de trabalhadores ferroviários, seus familiares e moradores locais. Implantado por meio de acordos com o poder público municipal, responsável pela cessão, manutenção e abertura dos edifícios ao público, o projeto configura-se como uma importante estratégia de preservação que articula intervenção cultural, educação patrimonial e gestão pública, tendo a participação comunitária como eixo estruturante. As estações ferroviárias são compreendidas, neste trabalho, a partir do conceito de paisagem cultural, pois são expressão das relações históricas, sociais e simbólicas estabelecidas entre pessoas, territórios e práticas culturais. Em diversas cidades brasileiras, elas configuraram-se como núcleos organizadores da vida urbana: pontos de chegada e partida, de circulação de ideias, mercadorias e pessoas e, sobretudo, centros de intensa vida cultural. Seu entorno concentrava cinemas, hotéis, bares, restaurantes, praças e espaços de sociabilidade, fazendo da estação um polo estruturador das dinâmicas culturais e econômicas locais. Com o declínio do transporte ferroviário de passageiros, esses edifícios e seus entornos perderam, em várias localidades, sua centralidade, passando, em muitos casos, a situações de abandono ou subutilização. O programa Estação de Memórias é implementado nesses espaços por meio de exposições fundamentadas na memória coletiva, concebidas de forma colaborativa, envolvendo a comunidade desde a pesquisa, coleta de relatos, imagens e objetos até a definição das narrativas e da expografia final. Esse processo participativo fortelece a atribuição de novos sentidos às estações, que deixam de ser apenas vestígios de um passado ferroviário e passam a ser reapropriadas como lugares de memória e pertencimento. A gestão formal dos espaços permanece sob responsabilidade do poder público municipal; entretanto, a intensa participação comunitária na construção das exposições gera um reconhecimento social ampliado do valor cultural desses edifícios, fortalecendo sua permanência como equipamentos culturais ativos no território. Ao reinserir as estações na dinâmica cultural das cidades, o projeto contribui para a preservação da paisagem cultural ferroviária de forma integrada, articulando patrimônio material e imaterial, memória e uso social, gestão pública e apropriação comunitária. Dessa maneira, o Estação de Memórias evidencia como estratégias participativas de intervenção podem colaborar para que tais locais sejam considerados espaços importantes da vida cultural e elementos vivos da paisagem cultural contemporânea.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PINTO, Gislaine Gonçalves Dias. PAISAGEM CULTURAL FERROVIÁRIA: A EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA ESTAÇÃO DE MEMÓRIAS COMO ESTRATÉGIA DE PRESERVAÇÃO E USO SOCIAL DE ANTIGAS ESTAÇÕES.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1450010-PAISAGEM-CULTURAL-FERROVIARIA--A-EXPERIENCIA-DO-PROGRAMA-ESTACAO-DE-MEMORIAS-COMO-ESTRATEGIA-DE-PRESERVACAO-E-US. Acesso em: 02/08/2026

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