AS ÁGUAS VÃO ROLAR? A CIDADE UNIVERSITÁRIA DA UFRJ E A BAÍA DE GUANABARA

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
AS ÁGUAS VÃO ROLAR? A CIDADE UNIVERSITÁRIA DA UFRJ E A BAÍA DE GUANABARA
Autores
  • Andrea Borde
  • Mayara Mendonça de Souza Lemos
  • GABRIELA TRAVASSOS
  • Laís Rodrigues Dainez
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449733-as-aguas-vao-rolar-a-cidade-universitaria-da-ufrj-e-a-baia-de-guanabara
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
cidade universitária; baía de guanabara; paisagem cultural; patrimonio cultural
Resumo
A Baía de Guanabara é um elemento estruturante do processo de formação do território metropolitano do Rio de Janeiro, uma centralidade histórica estratégica. Seu recôncavo destaca-se por um patrimônio cultural e paisagístico, pontuado por marcos históricos, de grande relevância para seus municípios. O espelho d’água da Baía conta com cerca de 60 ilhas de dimensões variadas, que integram a paisagem metropolitana. É nesse contexto que se insere a Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão, um terreno insular resultante do aterramento de oito ilhas, desde os anos 1950. À exceção do patrimônio cultural edificado tombado pelo IPHAN (igreja e asilo), que compõe o conjunto paisagístico da Ilha de Bom Jesus, raros são os remanescentes da ocupação anterior à CIDUNI. A significação cultural desta infraestrutura urbana está associada às edificações notáveis, construídas nos anos 1950/1960, filiadas ao movimento moderno, que integravam o Plano de Ocupação da Cidade Universitária (1949), premiado internacionalmente em 1958. O traçado deste Plano fez tabula rasa dos limites originais das ilhas e, consequentemente, das suas diversidades paisagísticas e das águas que as conectavam. Uma atitude projetual compatível com os princípios da arquitetura e do urbanismo modernos daquele momento histórico, que tem sido objeto de uma leitura crítica na contemporaneidade, quando tem se valorizado a adoção de medidas de sustentabilidade e a preservação da paisagem. Ou seja, para compreendermos a relação que se estabelece entre universidade, cidade, paisagem e patrimônio cultural nos espaços universitários, precisamos considerar não apenas as especificidades desses espaços, mas também as diversas temporalidades neles inscritas. É preciso, neste sentido, analisarmos os elementos que compõem esses espaços e o processo de sua formação. O processo de formação da UFRJ tem especificidades que o distinguem daqueles das universidades dos continentes europeu e americano que a precederam. No Brasil, eram proibidas pela Coroa Portuguesa, entre outras instituições, as dedicadas ao ensino superior. As primeiras foram construídas apenas a partir do final do século XVIII em um tecido urbano cuja recente capitalidade impulsionara investimentos em infraestrutura urbana. Ainda assim, somente em 1920 foi instituída, por decreto, a primeira universidade federal, a UFRJ, reunindo as faculdades de direito, medicina e engenharia em torno de uma reitoria e de um Conselho Universitário. Nas décadas seguintes, outras unidades dispersas pela cidade foram agregadas. Poucas eram aquelas que funcionavam em edifícios próprios construídos para fins educacionais. O sonho antigo de construir um campus que organizasse as diversas unidades e a administração central em um só endereço começou a se viabilizar apenas na segunda metade dos anos 1940 quando a Comissão do Plano da CIDUNI optou pela formação do território insular que conhecemos hoje. Nossa pesquisa analisa a inserção desta infraestrutura urbana na paisagem cultural carioca, a partir de uma leitura dinâmica (histórica, cultural, social e econômica) da experiência de vida urbana a ela associada, a fim de identificar critérios da arquitetura paisagística, do patrimônio cultural que, aliados aos da sustentabilidade e da educação regenerativa, subsidiassem uma releitura da paisagem da Cidade Universitária.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BORDE, Andrea et al.. AS ÁGUAS VÃO ROLAR? A CIDADE UNIVERSITÁRIA DA UFRJ E A BAÍA DE GUANABARA.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449733-AS-AGUAS-VAO-ROLAR-A-CIDADE-UNIVERSITARIA-DA-UFRJ-E-A-BAIA-DE-GUANABARA. Acesso em: 08/08/2026

Trabalho

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