A QUE SERVE O “MONUMENTO ISOLADO”? RUÍNA, PRESERVAÇÃO E PAISAGEM CULTURAL NO MOSTEIRINHO DE PAUDALHO, PE

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
A QUE SERVE O “MONUMENTO ISOLADO”? RUÍNA, PRESERVAÇÃO E PAISAGEM CULTURAL NO MOSTEIRINHO DE PAUDALHO, PE
Autores
  • Jonas Rafael Melo Teixeira
  • Andressa Gavião Silva
  • Francisco Vagner De Oliveira Silva
  • Natalia Miranda Vieira
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449710-a-que-serve-o-monumento-isolado-ruina-preservacao-e-paisagem-cultural-no-mosteirinho-de-paudalho-pe
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Mosteirinho de Paudalho; Ruína; Paisagem cultural.
Resumo
O Mosteirinho de Paudalho, fundado em 1635 em Pernambuco, está inserido em uma paisagem definida pela relação entre recursos naturais, produção canavieira e religiosidade. Germain Bazin (1960) descreveu esse caráter, como os de outros templos religiosos do período, que se destaca “no verdor saturado dos campos de cana-de-açúcar”, evidenciando a relação intrínseca entre a edificação e seu entorno. Em contrapartida, atualmente o Mosteirinho encontra-se em estado de arruinamento e padece da falta de articulação com os elementos adjacentes: o rio Capibaribe, o engenho São Bernardo e a Romaria de São Severino dos Ramos, imersos na zona rural do município. Ocorre o risco da expansão urbana fragmentar ainda mais tais elementos, haja visto que o Plano Diretor Municipal classifica a região como uma zona de expansão, o que tem atraído loteamentos, investimentos em infraestruturas urbanas e gerado conflitos fundiários na área imediata ao bem. Assim, surge uma tensão entre a preservação e o planejamento urbano, na qual os elementos naturais e culturais são geridos isoladamente, ameaçando a perda de suas características. Este trabalho tem como objetivo discutir o entorno do Mosteirinho de Paudalho como uma paisagem cultural, justificando a importância de articular os bens para mitigar o impacto da urbanização sobre a paisagem. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa dividida em quatro etapas: Primeiramente, realiza-se uma análise empírica da localidade, seguida da análise documental do Plano Diretor e da Lei de Uso e Ocupação do Solo. Na terceira etapa, faz-se mapeamentos para identificar os novos loteamentos e as tendências de crescimento urbano para os próximos anos. Por fim, elabora-se uma matriz FOFA, para identificar as Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças da área. Como apontam Hazin (2016) e Rodrigues (2017), a chancela de tombamento, embora relevante, por si só, é insuficiente para garantir a integridade do bem se este não estiver vinculado a uma rede integrada de governança e inserido na vida contemporânea por meio da usabilidade do bem e de gestão sustentável. O Mosteirinho de Paudalho exemplifica esse desafio: tendo sido tombado nas esferas estadual e federal como um “monumento isolado” na década de 1960, a edificação já havia perdido as funções religiosas e a ausência de um reuso prolongado resultou, paulatinamente, no estado de arruinamento. O estudo contribui para a necessidade de articular os órgãos de preservação federais e estaduais com o planejamento e as políticas públicas municipais para assegurar a permanência e valorização do seu patrimônio. Ressalta-se que a romaria para o Santuário de São Severino dos Ramos, historicamente marcada por estradas rurais e pela topografia acidentada pelos canaviais, é prejudicada por novas vias que priorizam o acesso por meio do núcleo urbano. A monocultura da cana-de-açúcar é tratada como elemento que integra a identidade da Zona da Mata e é parte indissociável da experiência cultural e sagrada da romaria. Assim, o trabalho também contribui ao alertar que a perda do caráter rural, decorrente do avanço urbano para a área do Santuário, descaracteriza a paisagem cultural que dá sentido aos bens materiais e imateriais que nela se constituem.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TEIXEIRA, Jonas Rafael Melo et al.. A QUE SERVE O “MONUMENTO ISOLADO”? RUÍNA, PRESERVAÇÃO E PAISAGEM CULTURAL NO MOSTEIRINHO DE PAUDALHO, PE.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449710-A-QUE-SERVE-O-MONUMENTO-ISOLADO-RUINA-PRESERVACAO-E-PAISAGEM-CULTURAL-NO-MOSTEIRINHO-DE-PAUDALHO-PE. Acesso em: 25/09/2026

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