PAISAGEM VIVENCIADA E PERTENCIMENTO: MÁRIO DE ANDRADE E A FORMAÇÃO SENSÍVEL DO PATRIMÔNIO CULTURAL EM O TURISTA APRENDIZ (1927–1929)

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PAISAGEM VIVENCIADA E PERTENCIMENTO: MÁRIO DE ANDRADE E A FORMAÇÃO SENSÍVEL DO PATRIMÔNIO CULTURAL EM O TURISTA APRENDIZ (1927–1929)
Autores
  • Gabriel Serratto Paris
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449696-paisagem-vivenciada-e-pertencimento--mario-de-andrade-e-a-formacao-sensivel-do-patrimonio-cultural-em-o-turista-
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem cultural; Mário de Andrade; Identidade Nacional; Sensibilidade; Pertencimento
Resumo
Este trabalho propõe analisar O Turista Aprendiz (1927–1929) como parte do processo de formação moderna da paisagem cultural no Brasil. Organizado em 1943 pelo próprio autor e publicado apenas em 1976, o diário de viagem de Mário de Andrade apresenta concepções que, embora o termo “paisagem” já apareça no Decreto-Lei nº 25, de 1937, somente seriam formalizadas no Brasil pelo IPHAN por meio da Portaria nº 127/2009, que institui a categoria de Paisagem Cultural Brasileira. No cenário internacional, o conceito foi oficializado pela UNESCO em 1992. Parte-se da hipótese de que Mário não descreve o território como cenário natural ou conjunto de objetos, mas o produz como experiência sensível e culturalmente orientada, articulando natureza, práticas sociais, memória e afeto em um processo pedagógico do olhar. Parte-se da hipótese de que Mário não descreve o território como cenário natural ou conjunto de objetos, mas o produz como experiência sensível e culturalmente orientada, articulando natureza, práticas sociais, memória e afeto em uma pedagogia do olhar. Tomando como corpus o diário de viagem, o trabalho examina como rios, vilas ribeirinhas, festas populares, cidades históricas e arquiteturas coloniais são narrados como campos de experiência vivida, nos quais gestos cotidianos, ritmos e usos culturais constituem a paisagem como forma de pertencimento. Argumenta-se que tais descrições operam como tecnologias simbólicas de formação da sensibilidade nacional, instituindo um regime do visível que orienta o que deve ser visto, sentido e desejado como “Brasil”. A partir de uma abordagem teórica baseada em reflexões sobre paisagem, sensibilidade e desejo, mobilizando a crítica formulada por Deleuze e Guattari em O Anti-Édipo acerca da inscrição e da apropriação social da produção desejante, propõe-se demonstrar o limite do projeto de paisagem marioandradina. Assim, o patrimônio não se reduz à conservação de bens, mas atua como registro e organização de experiências sensíveis do território em uma forma culturalmente compartilhada.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PARIS, Gabriel Serratto. PAISAGEM VIVENCIADA E PERTENCIMENTO: MÁRIO DE ANDRADE E A FORMAÇÃO SENSÍVEL DO PATRIMÔNIO CULTURAL EM O TURISTA APRENDIZ (1927–1929).. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449696-PAISAGEM-VIVENCIADA-E-PERTENCIMENTO--MARIO-DE-ANDRADE-E-A-FORMACAO-SENSIVEL-DO-PATRIMONIO-CULTURAL-EM-O-TURISTA-. Acesso em: 25/09/2026

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