APAGAMENTOS E PERSISTÊNCIAS NA PAISAGEM DE ITAPINA, COLATINA, ES

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
APAGAMENTOS E PERSISTÊNCIAS NA PAISAGEM DE ITAPINA, COLATINA, ES
Autores
  • Eneida Maria Souza Mendonça
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 3 - Paisagem Cultural e água - Paisagens ribeirinhas, fluviais e costeiras / Frentes d’água urbanas, portos históricos, manguezais e deltas culturais / Bacias hidrográficas como unidades de gestão cultural / Termalismo e estâncias hidrominerais / Água, cidade e planejamento / Patrimônios hidráulicos e infraestruturas da água / Saberes tradicionais e cosmologias das águas / Cultura alimentar e água / Mudanças climáticas / Turismo e rotas culturais da água / Paisagem e cidades balneário.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449675-apagamentos-e-persistencias-na-paisagem-de-itapina-colatina-es
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
paisagem, morfologia urbana, rio Doce
Resumo
O objetivo do artigo é tratar do processo de transformação da paisagem do núcleo de Itapina, município de Colatina, no norte do Espírito Santo, assinalando processos de apagamento e persistência. Itapina, sítio histórico tombado pelo estado, com arquitetura art decó, que remete às primeiras décadas do século XX, enfrenta decadência econômica e perda de população. Localizado às margens da Estrada de Ferro Vitória Minas, Itapina teve seu ápice econômico na década de 1940, quando atuava como importante polo de escoamento da produção cafeeira. Em seguida, foi perdendo gradativamente este papel, a partir do aperfeiçoamento da estrutura rodoviária do estado e do deslocamento da centralidade, para a sede do município. A crise se acentuou em Itapina, com a contaminação do Rio Doce, em 2015, pelo rompimento da barragem de rejeito de minério, como ocorreu em outros núcleos urbanos ribeirinhos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Por um lado, o declínio econômico fica evidente em Itapina, a partir do elevado número de imóveis fechados. Mas por outro, a ausência de desenvolvimento econômico contribuiu para a manutenção das características da arquitetura, que atualmente participa do conjunto tombado. A metodologia utilizada na investigação abrangeu revisão bibliográfica, pesquisa documental e atividades de campo. A revisão bibliográfica de caráter teórico e conceitual abordou a noção de paisagem e os conceitos de processos morfológicos. A pesquisa documental visou o levantamento de dados históricos, cartográficos e iconográficos. Foram realizados trabalhos de campo, com levantamentos arquitetônicos, mapeamento de dados e registros fotográficos, bem como produção e interpretação de cartografia. Os resultados revelam elementos arquitetônicos (igrejas, estação, casario comercial e residencial), antigos usos de edificações atualmente fechadas, que remetem à memória da vida social do passado, elementos naturais, como a montanha, que dá nome à Itapina, o rio Doce, a despeito da contaminação, e festividades do calendário regional, que movimentam sazonalmente o local. Assim, a identificação e classificação dos referenciais paisagísticos de Itapina, em perspectiva histórica, quanto aos processos morfológicos de apagamento e persistência, tem a intenção de contribuir para realçar a memória coletiva do lugar e subsidiar o planejamento em prol da valorização da paisagem.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MENDONÇA, Eneida Maria Souza. APAGAMENTOS E PERSISTÊNCIAS NA PAISAGEM DE ITAPINA, COLATINA, ES.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449675-APAGAMENTOS-E-PERSISTENCIAS-NA-PAISAGEM-DE-ITAPINA-COLATINA-ES. Acesso em: 25/09/2026

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