TRANSFORMAÇÕES DA PAISAGEM URBANA DE MACAPÁ: PATRIMÔNIO EDIFICADO, HISTÓRIA E MEMÓRIA

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

DOI
10.29327/9786527226109.1449569  
Título do Trabalho
TRANSFORMAÇÕES DA PAISAGEM URBANA DE MACAPÁ: PATRIMÔNIO EDIFICADO, HISTÓRIA E MEMÓRIA
Autores
  • Flávio Vieira
  • Ana Roberta Carvalho de Sousa
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449569-transformacoes-da-paisagem-urbana-de-macapa--patrimonio-edificado-historia-e-memoria
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem Urbana, Patrimonio Edificado, Memória coletiva, Transformações urbanas, Transformações da Paisagem
Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar e documentar o processo de transformação da paisagem urbana e cultural da cidade de Macapá a partir de três momentos históricos fundamentais, tomando como eixo analítico o patrimônio edificado e sua influência na conformação da paisagem urbana ao longo do tempo. Parte-se da compreensão da paisagem como resultado de dinâmicas históricas, políticas, sociais e culturais, materializadas na forma construída da cidade e em suas permanências e rupturas. O primeiro marco corresponde à implantação da Fortaleza de São José, no século XVIII, concebida como estratégia de defesa do território português na Amazônia setentrional. A fortificação exerceu papel estruturador na gênese urbana de Macapá, orientando a ocupação inicial do solo, a organização dos espaços públicos e a localização das primeiras edificações administrativas e habitacionais. Sua implantação às margens do rio Amazonas estabeleceu uma relação direta entre o núcleo urbano e o curso fluvial, definindo eixos de circulação, visuais e simbólicos que se mantiveram determinantes na configuração espacial da cidade. Mesmo diante dos processos posteriores de expansão e modernização, a fortaleza consolidou-se como referência histórica, simbólica e morfológica da paisagem. O segundo momento analisado refere-se à criação do Território Federal do Amapá, em 1943, e à administração de Janary Gentil Nunes, período marcado por um intenso processo de reconfiguração urbana. A gestão territorial difundiu um discurso de modernização associado à superação de deficiências infraestruturais, sanitárias e administrativas, legitimando intervenções de grande impacto na paisagem. Nesse contexto, foram implantados edifícios institucionais e equipamentos públicos em áreas estratégicas do núcleo urbano, acompanhados por políticas de reorganização do uso e da ocupação do solo, incluindo a remoção e realocação de populações residentes em zonas centrais. As obras desse período incorporaram princípios da arquitetura moderna, alinhados às referências nacionais, contribuindo para a introdução de uma nova linguagem arquitetônica e para a consolidação de novos marcos simbólicos e materiais. O terceiro momento corresponde ao período contemporâneo, caracterizado pela intensificação da verticalização, pela descaracterização de edificações históricas e por transformações que comprometem a memória coletiva da cidade. Diante da fragilização do patrimônio construído, a memória da paisagem urbana tem sido preservada, em grande medida, por meio de registros fotográficos e relatos da população mais antiga. A metodologia adotada fundamenta-se em pesquisa bibliográfica, análise documental e levantamento iconográfico, articulados a uma análise comparativa entre registros fotográficos históricos e imagens atuais da cidade. Essa abordagem permitiu contextualizar as transformações da paisagem urbana, identificar permanências e rupturas no tecido urbano e compreender os agentes e interesses envolvidos em cada período analisado. Conclui-se que a paisagem urbana de Macapá resulta de processos históricos sobrepostos, nos quais o patrimônio edificado desempenha papel central como elemento estruturador, simbólico e identitário. As transformações recentes evidenciam a necessidade de políticas de preservação que conciliem desenvolvimento urbano e salvaguarda da memória coletiva, assegurando a continuidade dos valores históricos e culturais da cidade. Nesse sentido, o estudo contribui para o debate sobre planejamento urbano, patrimônio cultural e gestão da paisagem, oferecendo subsídios teóricos e analíticos para futuras pesquisas e políticas públicas locais.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

VIEIRA, Flávio; SOUSA, Ana Roberta Carvalho de. TRANSFORMAÇÕES DA PAISAGEM URBANA DE MACAPÁ: PATRIMÔNIO EDIFICADO, HISTÓRIA E MEMÓRIA.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449569-TRANSFORMACOES-DA-PAISAGEM-URBANA-DE-MACAPA--PATRIMONIO-EDIFICADO-HISTORIA-E-MEMORIA. Acesso em: 22/09/2026

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