FESTA DA PENHA E A CONSTRUÇÃO DA PAISAGEM DA FÉ: ROMARIAS E RESSIGNIFICAÇÃO DO ESPAÇO URBANO NA GRANDE VITÓRIA

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
FESTA DA PENHA E A CONSTRUÇÃO DA PAISAGEM DA FÉ: ROMARIAS E RESSIGNIFICAÇÃO DO ESPAÇO URBANO NA GRANDE VITÓRIA
Autores
  • Victória Christina Simões Pinheiro
  • Melissa Ramos da Silva Oliveira
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449553-festa-da-penha-e-a-construcao-da-paisagem-da-fe--romarias-e-ressignificacao-do-espaco-urbano-na-grande-vitoria
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem cultural, romarias, paisagem da fé, Festa da Penha, paisagem urbana
Resumo
A Festa da Penha, uma celebração realizada anualmente no Espírito Santo desde o século XVI, é uma manifestação do catolicismo popular brasileiro e um marco da paisagem cultural capixaba. Introduzida por Frei Pedro Palácios, em 1558, vinculada ao culto de Nossa Senhora das Alegrias, a festividade se consolidou em 1570, reunindo milhões de fiéis. O evento mobiliza diferentes municípios do Espírito Santo, tendo como epicentro a região histórica conhecida como Prainha. A festa foi além do âmbito religioso, transformando-se em um fenômeno urbano capaz de modificar temporariamente a cidade. Os rituais, procissões e romarias remodelam a dinâmica urbana, na qual memória e devoção inauguram uma nova cidade durante nove dias. Esse trabalho objetiva compreender como a Festa da Penha cria uma “paisagem da fé” a partir dos seus elementos e relação simbólica entre a Festa e o tecido urbano da Grande Vitória. Essa demonstração de fé envolve o deslocamento marcado por periodicidade (Rosendahl, 1995). Uma busca marcada por aspectos endógenos da cultura e percepção humana, na qual diferentes memórias e experiências orientam as motivações do peregrino, fazendo com que o lugar seja, significado por aquele que o percorre (Souza, 2018). Através dos passos dos romeiros, os caminhos se transformam em espaços sacralizados (Andrade, 2015), ou seja, territórios ressignificados a partir da percepção de um grupo que lhe atribui um olhar religioso distinto dos usos cotidianos. A presença de um santuário, como o Convento da Penha - Vila Velha/ES, atrai os olhares dos fiéis que compartilham da mesma crença e objetivo. Tal dinâmica remete ao conceito de “ambiência”, segundo o qual a cidade vai além de ruas e praças, mas dos aspectos emocionais e subjetivos atribuídos a ele (Bestetti, 2014), constituindo a paisagem da fé. Para atestar essa hipótese, foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa e de caráter exploratório, focando a tríplice relação entre a celebração e a cidade. Adotou-se abordagem observação participante, tendo como recorte a Festa da Penha, edição de 2024, acompanhada entre os dias 02 a 05 de Abril, com registro de percursos das romarias, usos do espaço público e práticas culturais. Foi realizada coleta de informações documentais em arquivos da prefeitura e da Mitra Arquidiocesana. A análise identificou práticas devocionais, combinadas com dinâmicas espaciais, capazes de evidenciar a constituição de uma paisagem da fé. A análise constatou que a Festa da Penha é uma ferramenta de transformação local, no qual seus rituais, romarias, programação cultural e encontros coletivos reconfiguram o território da Grande Vitória/ES. Na edição analisada, a Festa reuniu 2,7 milhões de participantes (Aldesco, 2024). Tal evento requer modificações em várias esferas da cidade, desde reforço na segurança a reconfiguração da malha viária. O sítio histórico da Prainha e do Convento deixam de ser apenas marcos físicos para se tornarem núcleos simbólicos. Os percursos das onze romarias converteram ruas e praças em territórios da fé, incorporando a cidade como espaço de devoção. Logo, a “paisagem da fé” é uma construção coletiva, no qual as ruas se desdobram como caminhos de fé e promessas.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PINHEIRO, Victória Christina Simões; OLIVEIRA, Melissa Ramos da Silva. FESTA DA PENHA E A CONSTRUÇÃO DA PAISAGEM DA FÉ: ROMARIAS E RESSIGNIFICAÇÃO DO ESPAÇO URBANO NA GRANDE VITÓRIA.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449553-FESTA-DA-PENHA-E-A-CONSTRUCAO-DA-PAISAGEM-DA-FE--ROMARIAS-E-RESSIGNIFICACAO-DO-ESPACO-URBANO-NA-GRANDE-VITORIA. Acesso em: 22/09/2026

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